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O Movimento cívico, Sokols 2017, realiza este sábado, 6, no Mindelo, um encontro da cidadania para debater a temática da Regionalização e Autonomia.

 

Cinco animadores vão debater o tema em cinco perspetivas: Democracia e Liberdade, História de Cabo Verde e o porquê da Centralização atual, Centralismo em números, Os malefícios da Centralização e o cansaço humano e A criatividade nos pressupostos da Regionalização e da Autonomia, lê-se numa nota do Sokols.

 

O encontro que acontece na sede do Sindicato, em alto São Nicolau, pretende, segundo a mesma nota, contar com opinião dos mindelenses.

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No dia em que se celebra 43 anos da independência de Cabo Verde, o movimento cívico, Sokols, mais uma vez, saiu à rua para uma marcha pacífica contra as fomes dos dias de hoje numa alusão a marcha da fome do Capitão Ambrósio.

 

Os manifestantes vestidos de preto, empunhavam bandeira negra e cartazes com a palavra de ordem “Fome”: fome da justiça social, fome do emprego, fome da saúde, fome de desenvolvimento, fome da dignidade, etc,etc.

 

Na avenida Marginal, no parque de estacionamento do cais de cabotagem, último ponto do trajeto, Salvador Mascarenhas, líder do Sokols em declarações a imprensa disse que apesar de 43 anos de independência, é evidente que ainda muita coisa está mal.

 

“Nos 43 anos de independência de Cabo Verde verificamos que muita coisa está mal e algumas coisas andaram para traz, nomeadamente nos transportes, na saúde. Aqui em São Vicente assistimos cenas hilariantes de pessoas que não têm dinheiro para pagar um TAG é terrível” denuncia Salvador Mascarenhas, para quem o lema da marcha “Fome” é um alerta das várias fomes que o país enfrenta.

 

“As fomes que estamos a marchar é para chamar atenção que há fome de justiça, há fome de emprego, há fome de saúde, há fome de transporte etc. e principalmente fome de autonomia. Pensamos que se a nossa ilha e as ilhas todas tiverem autonomia Cabo Verde terá um futuro muito mais próspero e essas fomes poderão desaparecer.”

 

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Questionado se está surpreso pelo número de manifestantes, o líder Sokols garante que não e que Sokols nunca vai desistir.

 

“Não, não estou nada surpreso. E sei as manobras que tinham havido. Nós não andamos a fazer uma campanha de uma manifestação mas sim uma marcha. Houve uma campanha massiva do governo da juventude, mas já estamos habituados a isso, vamos continuar a marchar com 10, 15, 20 pessoas, vamos insistir é assim que fazem as mudanças num país.”

 

A marcha da fome do capitão Ambrósio começou na zona libertada da Ribeira Bote, percorreu as principais artérias de Mindelo até Avenida Marginal.

 

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Os são vicentinos saíram à rua para no ,13, de janeiro dia da Liberdade e da Democracia, reclamarem mais poder e mais autonomia para São Vicente e para as ilhas no geral. Na marcha, os manifestantes empunhavam cartazes com a palavra “Basta”.

Na praça Dom Luís, ultimo ponto do trajeto, Salvador Mascarenhas, líder do Sokols disse para a imprensa que o povo já demonstrou o seu descontentamento e pede respostas do governo e da câmara municipal.  

Mascarenhas afirma que o primeiro-ministro já teve oportunidade de, num outro momento, ouvir a mensagem e não responde porque não quer.

 

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O povo de São Vicente, e de cabo verde querem autonomia, as ilhas periféricas estão a sofrer muito, diz Mascarenhas, acrescentando que este orçamento de estado é uma calamidade, uma desgraça, que a sociedade já acordou e já viu que o rei vai nu”.

A luta continua, garante Mascarenhas e pode ser mais dura, caso necessário. Greve geral é uma das hipóteses.

Satisfeito com o resultado, salvador Mascarenhas disse que a manifestação foi um sucesso absoluto e revela que um caderno reivindicativo vai ser entregue ao Primeiro-ministro.

 

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O movimento cívico sokols sai à rua, este sábado, 13, numa marcha pacífica pela Democracia, para reivindicar juntamente com a população são-vicentina, como espera, por um Cabo Verde descentralizado, harmonioso, equilibrado e justo, bem como um poder local ativa e competente.

 

A marcha de 13 de janeiro é para reforçar a de 5 de julho e mostrar que a população está descontente, atenta e, quer igualdade de oportunidade e de tratamento.

 

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Salvador Mascarenhas líder de Sokols garante que pretendem combater a desigualdade e lutar por um Cabo Verde meritocracia, com uma governação transparente, onde os cidadãos têm a possibilidade de ter uma cidadania mais ativa sem trelas partidárias. Mascarenhas defende ainda autonomia para todas as ilhas “queremos um Cabo Verde igual de Santo Antão a Brava, e isso, significa uma melhoria do índice de felicidade das populações”.

 

Sokols quer um poder local mais ativo e competente

 

Acha que a câmara municipal de São Vicente não é ativa? “Absolutamente. É uma câmara autista, pouco criativa e que não tem encontrado soluções para os problemas de São Vicente e do eleitorado. E pior de tudo, não responde às ansiedades da população. Precisamos de uma câmara ativa, dinâmica, uma câmara com um gabinete dedicado à procura de financiamento, que tem uma plataforma de diálogo com a população. Queremos uma câmara que proteja o património. A câmara municipal vai sempre atrás daquilo que diz o governo, nunca reclama, está sempre tudo muito bem, apesar de ter feito um empréstimo de 200 mil contos, que não sabe quando vai pagar”.

 

Mais segurança, mais e melhor trabalho para todos. Um objetivo, uma ambição, um desejo.

 

Relativamente a segurança, Mascarenhas alerta para a necessidade de combater o problema de raiz. A presença policial, chama atenção, deve ser em todo o lado, nas cidades e nos bairros periféricos, ou seja, junto das populações, conclui-se.

 

No que se refere a mais e melhor trabalho, Mascarenhas defende que todos nós temos ideias, mas o que Sokols pretende não é ditar como é que as coisas devem ser feitas tanto é que não queremos ser governo, mas sim, o barómetro de governação e organismo de pressão e de vigilância seja a quem for. Não há ninguém acima de suspeita. “Queremos estimular a sociedade civil para que possam de facto concorrer ao poder e transformar o país. Achamos que Cabo Verde tem condições a semelhança de outros países arquipelágicos com uma indústria turística, que é o nosso futuro. Achamos que conseguimos ultrapassar as questões de desenvolvimento”.

 

Sokols e ambições partidárias

 

O Sokols garante distanciamento de partidos políticos. Disponibiliza-se no entanto a apoiar um movimento cívico e independente para devolver a câmara à cidade e tornar Mindelo numa cidade mais dinâmica.

 

Regresso às ruas seis meses depois

 

Salvador Mascarenhas diz que pelas reações da população acredita que as pessoas estão a precisar mesmo de voltar à rua para reclamar. Se não lutarmos a cidade vai continuar a afundar-se, acrescenta.

 

Na volta às ruas deste fim de semana, sábado, 13 de janeiro, dia da Liberdade e da Democracia, Sokols tem para marcar o momento reivindicativo e com a democracia como pano de fundo, atividades tais como: corrida de atletismo, marcha pela democracia com início às 10 horas na praça estrela e término na praça Dom Luís com momentos de animação cultural.

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