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Assinala-se hoje, 13 de janeiro, o Dia da Liberdade e da Democracia. 29 anos das primeiras eleições livres e democráticas no país.

 

O antigo primeiro-ministro eleito democraticamente, em 1991, é um dos nomes maiores da Democracia cabo-verdiana. Carlos Veiga foi um dos fundadores do Movimento para a Democracia e eleito primeiro-ministro de Cabo Verde por dois mandatos.  

 

Nascido em 21 de outubro de 1949, no Mindelo, ilha de São Vicente, Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa.

 

Após a licenciatura, foi trabalhar para Angola como Conservador no Registo Civil da cidade do Bié, no Huambo.

 

Regressou a Cabo Verde em 1975 para exercer o cargo de Diretor-geral da Administração Interna. Foi nomeado Procurador-geral da República, função que exerceu até 1980.

 

Em 1985 Carlos Veiga foi eleito Deputado para Assembleia Nacional Popular de Cabo Verde, onde integrou a Comissão de Assuntos Constitucionais e Legais. Mais tarde tornou-se numa voz de contestação contra o sistema de partido único liderado pelo Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV).

 

Foi um dos fundadores, em 1990, do partido político Movimento para a Democracia (MpD), para o qual foi eleito líder na primeira convenção em outubro desse mesmo ano.

 

A 13 de janeiro de 1991, nas primeiras eleições democráticas realizadas em Cabo Verde, o MpD elegeu 56 dos 79 deputados com lugar no Parlamento. Carlos Veiga foi assim escolhido para primeiro-ministro e formou o primeiro governo democraticamente eleito em Cabo Verde.

 

Mas a Democracia cabo-verdiana deve-se também ao PAICV que a 19 de fevereiro de 1990 anunciou ao país a abertura política ao processo democrático e ao regime multipartidário, depois de 15 de partido único. A declaração desencadeou numa alteração política negociada entre o governo de então e a oposição nascente.

 

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Violência na Assembleia Nacional, é tema de conversa, por estes dias, nos bares, cafés, nas ruas e em todos os lados. É certo que da Assembleia Nacional tem chegado quase "tudo" pelo nível de debate que por aí tem reinado.... Mas violência física é algo jamais pensado. Em vez de debaterem ideias e projetos, para que esse nosso Cabo Verde cresça e evolua, estes homens que deveriam ser "deputados da nação" discutem coisinhas, ofendem pessoas e agora agridem-se uns aos outros.

 

Esta quarta-feira, 14, mais uma sessão da Assembleia Nacional no novo figurino de duplas sessões mensais.

 

Haja respeito pela casa da democracia e pelo povo que os elegeu.

 

Um dia após ter recebido o diploma, Jorge Carlos Fonseca vetou o Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos.

 

Uma decisão que os cabo-verdianos aguardavam ansiosamente. JCF disse ter levado em conta o descontentamento da população cabo-verdiana manifestado em quase todas as ilhas e a situação que o país atravessa.

 

De facto, o país vive uma situação difícil nos últimos tempos: taxa de desemprego elevada, seca, estragos causados pela erupção vulcânica, descontentamento de algumas classes profissionais que reclamam, há muito, uma atualização salarial...

 

No entanto, o novo Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos, aprovado por unanimidade pelos três partidos com assento no parlamento, previa uma atualização salarial na ordem dos 65 por cento, bem como outras regalias.

 

O cardeal Arlindo Furtado já disse que este não é o momento oportuno e acredita que os deputados não aprovarom o diploma de má-fé.

 

É verdade que a classe política cabo-verdiana é mal remunerada, mas também é verdade que a qualidade politica no país deixa muito a desejar.

 

Milhares de pessoas em quase todas as ilhas posicionaram-se contra o Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos, numa manifestação organizada pela Mobilização para Ação Cívica, (MAC#114).

 

Fica assim provada a verdade do velho ditado: “o povo unido jamais será vencido”.

 

 

Os franceses quiseram dar um novo ruma à França e, por isso, escolheram o socialista François Hollande como presidente da República Francesa. Hollande conseguiu 51,9 por cento dos votos e Sarkozy, 48 por cento.

 

 

Já os gregos não quiseram um governo com maioria absoluta, por isso, será necessário uma coligação. A Nova Democracia, de direita, ganhou as eleições legislativas com 19,1 por cento, a extrema-esquerda (Syriza) conseguiu 16,3 por cento e os socialistas do PASOK 13,6 por cento.

 

 

Com apenas cinco meses de presidência, Jorge Carlos Fonseca foi considerado o segundo melhor presidente Africano, com 73,2 pontos e uma classificação A. A lista é liderada pelo Presidente do Botswana. 

 

Jorge Carlos Fonseca foi eleito Presidente da República em Agosto de 2011. “Um Presidente junto das pessoas”, lema da sua candidatura.

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