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Noviactual

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Fonte: Reuters

 

A França sagrou-se este domingo, 15 de julho, campeã do mundo de futebol pela segunda vez 20 anos depois. A final foi disputada entre Croácia e França. A seleção francesa levou a melhor e derrotou a Croácia por (4 - 0).

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Inserido nas atividades da 6ª edição do Cavala Fresk Feastival de São Vicente que começa no fim de semana 14, deste mês de julho realizou-se na véspera do evento um workshop destinado a profissionais de restaurante para afinar o paladar.

 

O Workshop que na linha da internacionalização do Festival de Cavala Fresk teve como convidados chefes de Marrocos e Macau, abre oportunidade de troca de experiencias e conhecimentos que fazem sabores maravilhosos com a frescura de Cavala Fresk no calor do verão cabo-verdiano.

 

 “Participo neste workshop para ganhar mais experiencia. Os formadores são de países diferentes, por isso trazem sabores diferentes e formas diferentes de cozinhar. É uma ótima forma de obter mais conhecimentos na culinária.”

“Este evento é de grande importância. Já aprendi muita coisa e é para pôr em prática no futuro.”

 

A 6ª edição do Cavala Fresk Feastival acontece amanhã 14 de julho no Mindelo. Para além da gastronomia, outras atividades culturais estão previstas como a atuação musical de Kavita Sha e do guitaristas Bau. Avenida Marginal é o palco do certame e já está reservada ao grande dia, o palco e as barracas de comes e bebes estão sendo montados.

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Foto: lusa

 

Com a finalidade de despertar nas crianças e jovens o gosto pelas artes, Alaim promove a partir desta segunda-feira, 16, mais uma edição das Férias Artes de Verão Alaim, FAVA para criar uma ligação entre os alunos e as várias artes: teatro, dança, música e artes plásticas.

 

Janaina Alves, da Alaim avançou à RCV que a edição deste ano foi renovada com novos professores, novos formatos e conta com um coreografo internacional, vindo do Brasil que vai ministrar uma oficina de danças urbanas aos participantes.

 

Podem participar crianças e jovens dos 5 aos 15 anos. Aos pais, Alaim garante segurança, experiencia e cuidados especificos. “Eles vão estar num lugar seguro, todas os envolvidos, no projeto, são experientes, competentes e estão sendo treinadas para cuidarem dos alunos da FAVA de uma forma individual”.

 

As aulas acontecem de segunda a sexta-feira de manhã ou a tarde e tem a duração de um mês. Várias atividades serão realizadas entre elas visitas a espaços culturais.

 

No final haverá uma apresentação pública onde as crianças atuam, dançam, cantam e expõe o que aprenderam nas oficinas de artes plásticas.

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Dando continuidade as entrevistas com os artistas do Quintal das artes, hoje os nossos convidados são Nanda e Neusa Gomes duas irmãos que, há pouco mais de um mês, fazem parte da família dos artistas do Quintal das artes. O espaço onde trabalham chama-se “Artes e consertos”, ali as irmãs costuram, fazem trabalhos artesanais e arranjam roupa.

 

Há já algum tempo que as duas trabalham nesta área, mas só agora resolveram investir e criar o seu próprio negócio. 

 

Em declarações ao Noviactual, Nanda e Neusa Gomes falam do projeto em comum que agora começa, das dificuldades do mercado e do que pretendem fazer nos próximos meses.

 

Como é que inspiras para criar as tuas artes?

 

Neusa - Eu quase que não me inspiro. Pego e faço. Por exemplo para fazer chinelos pesquiso e quando encontro algo interessante acrescento as minhas ideias. 

 

Como perceberam o vosso talento?

 

Neusa - É de família. Está no sangue. Quase toda a família faz alguma coisa em arte.

 

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As duas irmãs trabalham no artesanato e costura há muito tempo. Uma delas, por exemplo, Nanda tem quase 20 anos de experiência. Perante dificuldades do mercado de trabalho, as irmãs decidiram que ter um negócio próprio seria melhor opção, daí criaram “Artes e consertos”. 

 

Fala-nos deste projeto e de quando começaram.

 

Nanda - há muito tempo que faço costura desde 1998/99 mas trabalhava para terceiros, há pouco mais de um mês a minha irmã e eu resolvemos investir e trabalhar por conta própria. Muitas pessoas têm aparecido e apreciado o nosso trabalho. Sinto que este nosso projeto tem pernas para andar.

 

Neusa- faço por exemplo enxoval de bebe há muito tempo, só que fazia apenas por encomenda. Mas agora temos o nosso espaço, aqui estão todos os nossos produtos. Já fizemos muitas coisas e vamos fazer muito mais. 

 

O que é que se pode encontrar aqui?

 

Nanda - Fazemos muita coisa. Mas ainda não costuramos roupa, apenas fazemos fardas e batas de escola e do jardim. Fazemos artesanato em garrafas, chapéus, enxoval de bebe, bolsas, carteiras, pegas de semana para cozinha, chinelos personalizados, mas também arranjamos roupas.

 

Como é que tem reagido o mercado relativamente a esses produtos?

 

Neusa - É relativamente a preços. As pessoas não valorizam os trabalhos artesanais, não valorizam o trabalho dos artistas. Podem até gostar do produto mas reclamam sempre do preço. Compramos matéria-prima a um determinado preço, acrescentamos mão de obra e quando damos o preço ao cliente reclamam. Acham muito caro mas não sabem o preço que compramos a matéria-prima e nem o esforço que fazemos para pôr um produto de qualidade a venda. 

 

Como é que divulguem os vossos produtos?

 

Neusa – através do facebook e no site do Quintal das artes. 

 

Que planos têm para os próximos meses?

 

Neusa - Pretendemos participar em feiras para divulgar mais o nosso produto. Recentemente soubemos de uma feira que vai-se realizar, em breve, estamos a preparar para participar. Começamos agora esse nosso projeto e queremos continuar, criar muito mais e sei que vamos conseguir.

 

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No dia em que se celebra 43 anos da independência de Cabo Verde, o movimento cívico, Sokols, mais uma vez, saiu à rua para uma marcha pacífica contra as fomes dos dias de hoje numa alusão a marcha da fome do Capitão Ambrósio.

 

Os manifestantes vestidos de preto, empunhavam bandeira negra e cartazes com a palavra de ordem “Fome”: fome da justiça social, fome do emprego, fome da saúde, fome de desenvolvimento, fome da dignidade, etc,etc.

 

Na avenida Marginal, no parque de estacionamento do cais de cabotagem, último ponto do trajeto, Salvador Mascarenhas, líder do Sokols em declarações a imprensa disse que apesar de 43 anos de independência, é evidente que ainda muita coisa está mal.

 

“Nos 43 anos de independência de Cabo Verde verificamos que muita coisa está mal e algumas coisas andaram para traz, nomeadamente nos transportes, na saúde. Aqui em São Vicente assistimos cenas hilariantes de pessoas que não têm dinheiro para pagar um TAG é terrível” denuncia Salvador Mascarenhas, para quem o lema da marcha “Fome” é um alerta das várias fomes que o país enfrenta.

 

“As fomes que estamos a marchar é para chamar atenção que há fome de justiça, há fome de emprego, há fome de saúde, há fome de transporte etc. e principalmente fome de autonomia. Pensamos que se a nossa ilha e as ilhas todas tiverem autonomia Cabo Verde terá um futuro muito mais próspero e essas fomes poderão desaparecer.”

 

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Questionado se está surpreso pelo número de manifestantes, o líder Sokols garante que não e que Sokols nunca vai desistir.

 

“Não, não estou nada surpreso. E sei as manobras que tinham havido. Nós não andamos a fazer uma campanha de uma manifestação mas sim uma marcha. Houve uma campanha massiva do governo da juventude, mas já estamos habituados a isso, vamos continuar a marchar com 10, 15, 20 pessoas, vamos insistir é assim que fazem as mudanças num país.”

 

A marcha da fome do capitão Ambrósio começou na zona libertada da Ribeira Bote, percorreu as principais artérias de Mindelo até Avenida Marginal.

 

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