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Noviactual

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É bem na entrada do Quintal das Artes, do lado direito, que encontramos Thêsilkeartes um projeto que respira arte de reciclar e onde tudo se aproveita desde dentes de tubarão, areia ou terra.

 

Esta semana conversamos com o casal Lizardo, Casar (Tchê) e a mulher Silke. Uma alemã e um cabo-verdiano que estão juntos na vida e nas artes.

 

Silke apaixonou-se por Cabo Verde e desde 2010 vive nas ilhas crioulas. Tchê é artesão começou a dar os primeiros passos no artesanato ainda nos anos 80.

 

O nome do atelier Thêsilkearte surge da junção do nome de Tchê e da mulher Silke e a arte aparece como a cereja em cima do bolo.

 

Com este projeto o Casal Lizardo pretende mostrar que é possível transformar materiais como areia, terra, búzio ou outro em algo maravilhoso e diferente. Reciclando, o custo monetário é menos mas o trabalho é mais moroso e pormenorizado para que o produto final tenha qualidade.

 

As ideias surgem e o casal concretizam-nas com perfeição para que possam surgir peças que acima de tudo primam pela originalidade.

 

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Como é que chegam a estas maravilhas?

 

Tchê - Tento fazer algo diferente. O meu objetivo é tentar criar algo novo, algo que ainda não foi feito, embora seja quase impossível, mas inspiro e faço diferente. Por exemplo a técnica de areia, ainda não cheguei onde quero chegar estou no caminho. A técnica de areia não foi a minha invenção mas tento fazer algo diferente do que já existe.

 

Silke - Se tiver os materiais, os equipamentos todos… quando estou concentrada é como uma terapia e é bom para relaxar. É preciso amor para fazer artesanato.

 

Já vi que o vosso trabalho é tudo na base de reciclagem...

 

Tchê - Trabalhamos com reciclagem, material orgânico, dentes de tubarão, areia, búzio. Trabalhamos com o que a natureza nos oferece, com o que o nosso país tem. E procuramos inspirar outros jovens mostrando-os que é possível transformar algo de natureza em belas artes. As pessoas ficam admiradas com as molduras de espelho feito de areia, com o quadro feito de areia e terra ou com os pulseiras feitas com matéria-prima retirada de bananeira. Pretendemos mostrar Cabo Verde através dos nossos trabalhos.

 

Silke - Em Cabo Verde temos muitas coisas, a natureza é matéria-prima para muita arte que fazemos aqui.

 

[Sobre a falta de direitos autorais] “Eu sinto muito prejudicado. Somos muito eu crio e depois alguém rouba e é um roubo que você não tem onde queixar.” Tchê Lizardo

 

Como e quando o artesanato surge nas vossas vidas?

 

Tchê - Desde muito cedo, ainda rapazinho fazia brinquedos, carros de lata e outras coisas e de repente percebi que poderia ser o meu ganha-pão. E a partir dos anos 80 comecei a trabalhar com dentes de tubarão, depois bijutarias e mais tarde aprendi a esculpir, tudo isso num processo de aprendizagem que contou com ajuda de alguns amigos.

 

Silke - Estou em Cabo Verde desde 2010 e aprendi artesanato com o Tchê em 2012. Desde então já aprendi muitas coisas. Faço as minhas bijutarias colares, brincos e às vezes ajudo Tchê na confeção dos quadros.

 

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Na vossa opinião quais as principais dificuldades do mercado?

 

Tchê - Neste momento temos muita arte que não é nacional. Temos arte chinesa, arte africana e muita imitação. Por exemplo crio algo coloco no mercado por um determinando preço, de repente alguém copia a ideia e vende por um preço mais barato. Eu sinto muito prejudicado. Somos muitos eu crio e depois alguém rouba e é um roubo que você não tem onde queixar. Por exemplo passei quase três anos a criar uma peça coloquei-a no mercado foi copiada e vendida a um preço muito mais baixo do que o preço original.

 

Consegue-se viver só de artesanato?

 

Tchê - Não… Viver de artesanato é bastante difícil. Praticamente há poucas pessoas que arriscam dizer que vivem exclusivamente de artesanato. Eu e a minha mulher somos também guias de turismo, as duas profissões se complementam. Para viver de artesanato é preciso ter uma boa clientela.

 

Silke - tenho uma formação em guia de turismo que é muito bom, pois aqui vem muitos turistas, eles gostam de ver os artesãos a trabalhar e tem muito interesse no artesanato e na maneira como é feito em Cabo Verde.

 

E relativamente as vendas?

 

Tchê - É razoável, o artesanato vende por época. Há época em que se vende muito e outros em que se venda quase nada. Vendemos mais quando temos turistas que são os nossos maiores clientes. Mas também temos clientes emigrantes e pessoas locais.

 

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Dando continuidade as entrevistas com os artistas do Quintal das artes, hoje os nossos convidados são Nanda e Neusa Gomes duas irmãos que, há pouco mais de um mês, fazem parte da família dos artistas do Quintal das artes. O espaço onde trabalham chama-se “Artes e consertos”, ali as irmãs costuram, fazem trabalhos artesanais e arranjam roupa.

 

Há já algum tempo que as duas trabalham nesta área, mas só agora resolveram investir e criar o seu próprio negócio. 

 

Em declarações ao Noviactual, Nanda e Neusa Gomes falam do projeto em comum que agora começa, das dificuldades do mercado e do que pretendem fazer nos próximos meses.

 

Como é que inspiras para criar as tuas artes?

 

Neusa - Eu quase que não me inspiro. Pego e faço. Por exemplo para fazer chinelos pesquiso e quando encontro algo interessante acrescento as minhas ideias. 

 

Como perceberam o vosso talento?

 

Neusa - É de família. Está no sangue. Quase toda a família faz alguma coisa em arte.

 

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As duas irmãs trabalham no artesanato e costura há muito tempo. Uma delas, por exemplo, Nanda tem quase 20 anos de experiência. Perante dificuldades do mercado de trabalho, as irmãs decidiram que ter um negócio próprio seria melhor opção, daí criaram “Artes e consertos”. 

 

Fala-nos deste projeto e de quando começaram.

 

Nanda - há muito tempo que faço costura desde 1998/99 mas trabalhava para terceiros, há pouco mais de um mês a minha irmã e eu resolvemos investir e trabalhar por conta própria. Muitas pessoas têm aparecido e apreciado o nosso trabalho. Sinto que este nosso projeto tem pernas para andar.

 

Neusa- faço por exemplo enxoval de bebe há muito tempo, só que fazia apenas por encomenda. Mas agora temos o nosso espaço, aqui estão todos os nossos produtos. Já fizemos muitas coisas e vamos fazer muito mais. 

 

O que é que se pode encontrar aqui?

 

Nanda - Fazemos muita coisa. Mas ainda não costuramos roupa, apenas fazemos fardas e batas de escola e do jardim. Fazemos artesanato em garrafas, chapéus, enxoval de bebe, bolsas, carteiras, pegas de semana para cozinha, chinelos personalizados, mas também arranjamos roupas.

 

Como é que tem reagido o mercado relativamente a esses produtos?

 

Neusa - É relativamente a preços. As pessoas não valorizam os trabalhos artesanais, não valorizam o trabalho dos artistas. Podem até gostar do produto mas reclamam sempre do preço. Compramos matéria-prima a um determinado preço, acrescentamos mão de obra e quando damos o preço ao cliente reclamam. Acham muito caro mas não sabem o preço que compramos a matéria-prima e nem o esforço que fazemos para pôr um produto de qualidade a venda. 

 

Como é que divulguem os vossos produtos?

 

Neusa – através do facebook e no site do Quintal das artes. 

 

Que planos têm para os próximos meses?

 

Neusa - Pretendemos participar em feiras para divulgar mais o nosso produto. Recentemente soubemos de uma feira que vai-se realizar, em breve, estamos a preparar para participar. Começamos agora esse nosso projeto e queremos continuar, criar muito mais e sei que vamos conseguir.

 

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Fatú Delgado é artesã há 18 anos. Gosta do que faz e é no atelier “Criolinha Fatú”, situado no Quintal das Artes, que passa a maior parte do seu tempo. A artesã é apaixonada por renda, técnica aplicada na maioria dos trabalhos.

 

Para além do artesanato, Fatú gosta de cantar, dançar e é organizadora de eventos. A artesã sonha em criar uma loja e dar emprego à juventude. Tem um projeto social, ainda em carteira, para ensinar artesanato a  jovens desfavorecidas.

 

Ao Noviactual, a artesã fala da sua paixão pelo artesanato, de como esta arte surge na sua vida, das dificuldades em encontrar materia-prima e dos projetos para o Futuro. 

 

Como artesanato surge na tua vida?

 

- Sou artesã há 18 anos. Na altura trabalhava numa loja comercial e nos momentos de menos movimento fazia renda. Com o passar do tempo apaixonei-me por renda. Depois abri uma barraca na praça estrela onde vendia os meus produtos.

 

[Gosto de coser mas a minha paixão, paixão, paixão é renda] Fatú Delgado

 

Como é o teu processo criativo?

 

- Primeiro é calma, amor, carinho…. Depois criar, criar… incentivo próprio e mãos a obra. Estamos sempre a inovar, porque se fizermos sempre mesmas coisas perde-se o gosto.

 

O que é que oferece como produto final?

 

- Faço muitas coisas, bolsas de saco com renda, bolsas de tecido, chapéus de renda, camisolas de renda, vestidos de tecido com renda, brincos, colares de renda, sandálias feitas de chinelos personalizados com renda. Também faço sola de sapatos, o processo de colagem, mas não de forma profissional porque cada pessoa tem o seu seguimento de trabalho. Aqui faço também arranjos de roupas.

 

A renda está presente na maioria dos teus trabalhos…

 

- Gosto de coser mas a minha paixão, paixão, paixão é renda (risos). Gosto também de serapilheira, trabalhar com sacos. Mas renda é a minha paixão. Inclusive fiz uma formação sobre “Criação especialista em moda e moldes” e já orientei formação na Praia, depois disso, conheci uma espanhola que gostou do meu trabalho e convidou-me para expor em Espanha. Mas não sei se consigo, por causa do passaporte. O meu está caducado e atualmente é difícil renovar passaportes. Gostaria de ir porque seria uma oportunidade única de conhecer outros artesãos e outras culturas. Tenho esperança.

 

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[Sobre dificuldades em encontrar matéria-prima] “Infelizmente em São Vicente não há onde comprar. Temos que deslocar à Praia e não podemos ir de avião, porque o preço é exageradamente caro. E de barco há muitas dificuldades na volta, por isso fica muito complicado” Fatú Delgado

 

Como é que estamos das vendas? 

 

- Artesanato tem a sua época. Nas épocas baixas vende-se pouco. Neste momento estamos na época alta que é nos meses de junho, julho, agosto e setembro, altura em que temos muitos emigrantes na terra. Mas atualmente o artesanato tem uma outra dinâmica e é visto com outra visão. Muitas pessoas já recorrem ao artesanato para oferecer no casamento, no batizado e em épocas especiais.

 

O que é que vende mais?

 

- Sandálias feitas de chinelo personalizado com renda, chapéus de renda, roupas de renda. As bolsas já já começam a vender, porque os emigrantes gostam muito destes tipos de bolsas.

 

 Como é que se vira para encontrar matéria-prima?

 

- Esta é uma grande dificuldade. Compro materiais na ilha de Santiago. Infelizmente em São Vicente não há onde comprar. Temos que deslocar à Praia e não podemos ir de avião, porque o preço é exageradamente caro. E de barco há muitas dificuldades na volta, por isso fica muito complicado. Neste momento São Vicente enfrenta uma situação muito…não digo frustrante porque não podemos desanimar mas já tivemos tempos melhores.

 

Para além do artesanato o que mais gostas de fazer?

 

- Gosto muito de cantar e dançar. Mas também sou organizadora de eventos.

 

Que projetos tens para o futuro?

 

- Pretendo voltar a dar formação em sandálias de tricô e criar uma escolinha de formação. Outro projeto resulta do amor que tenho pelo meu trabalho, pretendo dar formação à dez meninas carenciadas, que não podem pagar o curso, mas que querem aprender. E sonho em criar uma loja e dar emprego à duas ou três meninas.

 

Leomar é uma artista plástica cabo-verdiana que se inspira na Mulher, no Mar e na Música para criar as suas obras. Gosta de ousar nas cores e não tem receio de utiliza-las na arte de pintar.

 

O Noviactual visitou o atelier Leomar Artes, no Palmarejo, Praia e constatou a vivacidade das suas obras coloridas sempre retratando a mulher, o mar e a música. E, neste dia da mulher cabo verdiana, exibimos a reportagem feita com a artista onde fala de uma exposição em homenagem à mulher que se realiza no próximo dia 30, da publicação futura de um livro e do seu projeto social.

 

Chama-se Leontina Ribeiro, é formada em Engenharia civil. O desenho e a pintura são outros amores da vida da Leomar, para além da sua família.

 

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O seu espaço de criação “Atelier Leomar artes” é segundo a artista o seu mundo e o melhor local para se inspirar “quando estou aqui dá impressão que estou fora do contexto mundial, do contexto da minha cidade, do meu ambiente mas é aqui que eu me sinto melhor e é aqui que tenho maior inspiração para trabalhar e desenvolver as minhas obras e para criar".

 

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As cores quentes são a marca da artista que pretende mostrar a cor da vida através das cores.

"Cor é vida e eu quero passar a mensagem de que através da pintura, das cores, dos materiais, de uma paleta de cores muito intensa, o povo cabo-verdiano é um povo alegre, que a nossa terra é bonita e que é feita de muitas cores. Tem paisagens bonitas, tem gente bonita, principalmente as nossas mulheres e quero passar a mensagem de que a vida é felicidade e que é feita de coisas bonitas, de coisas belas. As minhas cores radiantes, vibrantes, impactantes são para mostrar tudo isso, a cor da vida através das cores".

 

A sua inspiração vem da Mulher, do Mar e da Música que considera as três fontes de riqueza de cabo Verde.

"As minhas fontes de inspiração são os três Ms. Eu costumo dizer que são os três Ms da Leomar: mulher, mar e música. Pretendo mostrar que temos as grandes riquezas, a força da mulher cabo-verdiana, o mar que nos une, une as ilhas e nos une ao mundo e onde temos a fonte marinha que é rico, o fundo do mar de Cabo Verde é muito rico. Outra riqueza é a música que é a nossa identidade, todo mundo canta, temos bons músicos e boas composições. São essas as minhas grandes inspirações e são elas que eu trabalho e que eu comecei e, vou terminar os meus dias homenageando essas três fontes de riqueza cabo-verdiana".

 

A Leomar expõe em Cabo Verde, já mostrou as suas obras no estrangeiro tendo estado recentemente numa mostra em Miami. Como se sentiu nesse ambiente?

"Aqui em Cabo Verde anualmente faço dois ou três exposições e para além de partilhar os meus trabalhos cá dentro, eu também faço com que os meus trabalhos sejam reconhecidos no estrangeiro. As minhas obras fazem parte de acervos de muita gente lá fora.

Já fiz exposição em Portugal, Dakar e a mais recente que eu participei foi numa grande feira de arte que é a Art Basel em Miami, que decorreu em dezembro do ano passado, onde eu tive a oportunidade de relacionar-me com artistas de grandes nomes internacionais, num espaço internacional que é Miami south beach, e venho com um sentimento de ter aprendido muito e de ter visto coisas nunca antes pensadas e que me serve de formação para os meus trabalhos futuros".

 

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Leomar tem feito o retrato pintado de figuras destacadas do país desde a música, política, ou religião.

"Julgo que a nossa sociedade é formada por pessoas com um certo nível e pessoas que merecem ser valorizadas e homenageadas. Na última exposição que eu fiz “Fest Jazz”, o homenageado na altura era o Humbertona e pude homenageá-lo com um retrato pintado. E sendo um ambiente de música, eu quis também homenagear os músicos. Então fiz retratos pintados das figuras musicais de proa, que nós temos aqui. Pude pintar retratos de artistas como Tito Paris, Vasco Martins, Lura, Elida Almeida, Khyra, Maria de Barros, Nancy vieira, Mayra Andrade, Totinho e Albertino. Consideramos que essas pessoas merecem todo o nosso carinho e este é uma forma de mostrar o meu carinho por esses artistas que tão bem tem sabido levar e elevar o nome de Cabo Verde. Para além de figuras artísticas já pintei retratos de nomes políticos e religiosos como o Cardeal Dom Arlindo Furtado, o Padre Campos e Ulisses Correia e Silva. Vou homenageando as pessoas que dão tudo por tudo para que Cabo Verde seja um país melhor".

 

Leomar é uma mulher preocupada com as questões sociais e, por isso, desenvolve um projeto social intitulado “colorir as ilhas”.

Trata-se de um trabalho de caris social sem fins lucrativos, onde a artista faz da pintura uma fonte de mudança, de atitudes e de comportamentos. Procura neste particular, na tinta, no pincel e na tela resgatar a autoestima das crianças, jovens e mulheres no nosso mundo social.

“Sabemos que nós temos ainda grandes barreiras a atingir para que consigamos formar pessoas com equilíbrio emocional e financeiro e conseguir que essas pessoas vejam a arte como uma fonte de sustentabilidade e, também, através da arte conseguir mais harmonia a nível social, mais paz social, menos violência tanto juvenil como domestica. É, por isso, que convido essas pessoas através das Câmaras Municipais ou através das associações não-governamentais e levo a pintura para os mais jovens no sentido de contribuir para a formação dos cabo-verdianos por mais valores".

 

O desenho e a pintura surgem na vida da nossa entrevistada ainda na infância.

"A minha vontade de pintar e desenhar surgiu ainda muito cedo, quando estava na escola primária. Depois no ciclo desenvolvi mais essas aptidões e fui pintando porque havia coisas que me chamavam atenção. Comecei primeiro a desenhar as nossas paisagens, depois as figuras que me estavam mais

próximo para oferecer no natal, na pascoa ou no dia da mãe. No liceu fui desenvolvendo sempre a nível da pintura, tudo que era ambiente, para mim, era motivo para pintar. Já pintei retratos dos meus irmãos, dos meus amigos e chegou numa dada altura que nas turmas onde frequentava, para além de oferecer, vendia os meus desenhos aos meus colegas por 5, 10 $, que na altura era muito dinheiro. E fui crescendo com a vontade de fazer arquitetura e Belas artes, mas não foi possível, então abracei a oportunidade de fazer engenheira civil. E agora paralelamente a engenharia, desenvolvo a pintura de uma forma profissional".

 

Leomar expõe as suas obras de arte em homenagem à mulher cabo-verdiana.

A exposição intitulada “Di undi kim bem” é uma homenagem à mulher cabo-verdiana e que retrata a mulher na sua plenitude. Trata-se de uma parceria com o ministério da cultura e vai decorrer no palácio da cultura Ildo Lobo, na Praia a partir desta sexta-feira, 30.

"A exposição era para ser no dia 27 dia da mulher cabo-verdiana mas como a data cai no meio da semana vou faze-lo agora no dia 30 que é sexta-feira".

A mostra que reúne um leque de quadros pintados com recurso a espátula e a tinta acrílica mostra o percurso da mulher cabo-verdiana. "Eu sendo mulher vejo que a mulher cabo-verdiana é uma mulher muito lutadora, persistente, sacrificada, uma mulher de muita alma e muita paixão. E vou desenvolver as obras deste percurso, desta figura chave da sociedade cabo-verdiana que é a mulher através dessas obras que eu vou apresentar".

Di undi kim bem vai estar patente durante um mês.

 

Mais. Brevemente a Leomar vai presentear o público com o livro "O Percurso de Leomar" que vai trazer a história da vida da artista desde a infância à atualidade no domínio das artes. "O livro vai trazer as minhas obras, a minha família, os ambientes por onde eu passei, a minha relação com as pessoas e vai passar também as mensagens que eu gosto de pintar, Mulher, Mar e Música. Vai ser um livro mais de sala, um livro que vai também decorar. O próprio formato do livro vai ser uma obra de arte".

“O percurso de Leomar” é o veiculo que a artista plástica encontrou para dar a conhecer mais o seu trabalho "às vezes eu faço uma exposição e as pessoas não conhecem todas as minhas obras, e portanto, é uma forma de publicitar as minhas obras e o livro trará imagens do meu percurso, desde o inicio, porque o inicio não é quando eu começo a expor, o inicio é quando eu começo a dar conta de que o desenho e a pintura fazem parte de mim".

 

O Percurso de Leomar tem como editora Rosas de porcelana.

 

Palavras Cruzadas é tema da exposição de pintura de Omar Camilo, artista cubano radicado em Cabo Verde.

 

A mostra reúne 14 quatros, expostos na galaria Zero Point Art no Mindelo, e retrata a forma como o artista interpretar os acontecimentos e a cultura humana no mundo atual. Palavras cruzadas é segundo Omar Camilo um grito, uma preocupação como homem e como artista “é um grito, uma ironia, um sarcasmo, uma poesia do momento em que estamos a viver. Acho que um dia ao olharmos para traz não vamos orgulhar deste momento na história da evolução humana”.

 

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Palavras cruzadas é a minha forma de expressar e denunciar as coisas que me preocupam diz o artista acrescentando que atualmente “vivemos um momento de uma incoerência, de um desenvolvimento tanto espiritual, como filosófico e social, enfim digamos que é a maneira que estou recebendo as notícias da guerra, da escravidão, da falta de valores, muita confusão, como se fosse um curto-circuito dentro da minha cabeça. Me sinto impotente, magoado, ferido por não poder fazer mais…”

 

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Omar Camilo deixa um desabafo para o noviactual. Revela-se descontente com o Centro Cultural do Mindelo. Não gostou de ver adiada a data de uma exposição que deveria acontecer no dia 20 de setembro, no entanto, adiada para 20 de outubro tendo novamente tido conhecimento de que a exposição de 20 de outubro também já não se realizaria.

 

A mostra que reúne 14 quadros pintados com recurso basicamente a acrílico sobre tela está patente na galeria Zero Point Art, até ao próximo sábado, 16. 

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