Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Noviactual

MENU

alaim.JPG

Foto: lusa

 

Com a finalidade de despertar nas crianças e jovens o gosto pelas artes, Alaim promove a partir desta segunda-feira, 16, mais uma edição das Férias Artes de Verão Alaim, FAVA para criar uma ligação entre os alunos e as várias artes: teatro, dança, música e artes plásticas.

 

Janaina Alves, da Alaim avançou à RCV que a edição deste ano foi renovada com novos professores, novos formatos e conta com um coreografo internacional, vindo do Brasil que vai ministrar uma oficina de danças urbanas aos participantes.

 

Podem participar crianças e jovens dos 5 aos 15 anos. Aos pais, Alaim garante segurança, experiencia e cuidados especificos. “Eles vão estar num lugar seguro, todas os envolvidos, no projeto, são experientes, competentes e estão sendo treinadas para cuidarem dos alunos da FAVA de uma forma individual”.

 

As aulas acontecem de segunda a sexta-feira de manhã ou a tarde e tem a duração de um mês. Várias atividades serão realizadas entre elas visitas a espaços culturais.

 

No final haverá uma apresentação pública onde as crianças atuam, dançam, cantam e expõe o que aprenderam nas oficinas de artes plásticas.

fotógrafo-696x464.jpg

 

A 3ª edição do Catchupa Factory: Novos fotógrafos decorre a partir de hoje 20 até ao dia 4 de junho. São 12 participantes de Angola, Moçambique e Cabo Verde. A iniciativa é da Associação Olho-de-gente (AOJE) e tem como finalidade apostar no desenvolvimento artístico e profissional de novos fotógrafos na região dos PALOP.

 

Diogo Bento da Associação AOJE garante que o projeto pretende criar um grupo de fotógrafos e fortalecer uma rede de ligação entre eles “permite desenvolver trabalhos de uma forma mais eficiente e trocar experiencia, no fundo, fortalecer a capacidade destes fotógrafos, por um lado desenvolver o seu trabalho artístico e por outro estar inserido no mercado de trabalho regional e global”.

 

A iniciativa que tem apoio financeiro da fundação Calouste Gulbenkian pretende internacionalizar os fotógrafos “aumentar a rede de contactos e pôr todos estes artistas e fotógrafos em colaboração com curadores internacionais que lhes poderão trazer no futuro novas colaborações”.

 

Bento esclarece que a formação não vai incidir sobre aspetos técnicos mas sim, numa abordagem teórica “é desenvolver um corpo de trabalho partindo de um questionamento, de uma inquietude dos participantes e transformar essa mesma preocupação numa linguagem visual que depois funciona em termos de narrativa visual com um conjunto de imagens”, disse Diogo Bento acrescentando que os participantes serão acompanhados com sessões de críticas.

 

Flávio Cardoso fotógrafo angolano há quase quatro anos. A fotografia surgiu primeiro como hobbie, mas hoje é a sua profissão. “O meu estilo fotográfico é muito virado para paisagismo. Eu procuro documentar, o potencial do meu país [Angola], lugares que poucos conhecem, vivências, e culturas”.

 

Flávio Cardoso explica que sempre divulgou o seu trabalho nas redes sociais resultando numa interação com a comunidade “isso acabou por me motivar e levar isto mais a sério. E, no início deste ano fiz uma primeira exposição, a solo, em que apresentei um bocadinho do meu trabalho”.

 

Este programa termina com apresentação pública dos projetos desenvolvidos no pátio do centro artesanato e design e conta com colaboração da formadora sul-africana Michelle Loukidis.

jayzbeyonceeverythingisloveapeshitstill-70e1798e98

 

Chama-se “Everything is Love” possui nove faixas musicais e é o primeiro álbum completo lançado pelo casal. A cantora e o rapper anunciaram o lançamento do álbum, de surpresa, durante um concerto em Londres.

 

O Vídeo do single "Apeshit" filmado no Museu do Louvre, em Paris, tem como cenário a Mona Lisa. O álbum está disponível apenas na plataforma Tidal.

 

8374339-750x501-lt.jpg

Foto: notícias

O escritor cabo-verdiano, Germano Almeida venceu o Prémio Camões 2018. O anúncio foi feito, hoje em Lisboa, pelo Ministro da Cultura português, Luís Filipe Castro Mendes.

 

Em declarações a RCV, Germano Almeida mostrou-se muito feliz e surpreendido pela atribuição do prémio Camões a Cabo Verde, pela segunda vez, em tão pouco tempo“ a gente espera sempre, e tem a ideia de um dia ganhar um prémio, eventualmente, agora não contava na medida em que não acreditava que dessem a Cabo Verde um prémio tão rapidamente, a final, o prémio Camões dado ao Arménio foi a poucos anos. Admitia que mais alguns anos acabaria por acontecer para Cabo Verde mas nesse sentido foi uma surpresa” o escritor adianta, no entanto, esperar que o país saiba aproveitar estas distinções para projetar, cada vez mais, o nome de Cabo Verde lá fora “nós somos um país pequeno que precisa cada vez mais de dar a conhecer, costumo dizer: o mundo não precisa de nós, nós precisamos do mundo. Então nós é que temos de ir ao mundo”.

 

Reações a atribuição do prémio a Germano Almeida

 

Para o presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca a atribuição do Prémio Camões a Germano Almeida é uma ótima notícia para o escritor e para o país. “É uma ótima notícia para ele em primeiro lugar, para a literatura cabo-verdiana, para os escritores cabo-verdianos e para Cabo Verde. É um importante galardão literário, seguramente o mais conhecido de língua portuguesa, e termos um prémio Camões nove anos é bom, é muito bom” Jorge Carlos Fonseca disse que o prémio é o reconhecimento daquilo que Cabo Verde tem feito em termos de literatura. “Isso vai levar a que a nossa literatura seja mais conhecida e pode ajudar a potenciar o conhecimento de Germano Almeida, da nossa prosa de ficção, da nossa literatura e dos nossos escritores no geral. Não podia haver melhor notícia para o país neste momento”, sublinhou.

 

O Ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, acredita que a atribuição do prémio Camões a Germano Almeida é a "consagração de um monstro" da literatura caboverdiana. “É uma nova etapa na carreira de Germano Almeida, da consagração de um monstro da nossa literatura, que de certa forma inaugura uma nova forma de contar, de representar, Cabo Verde".

 

Para o presidente da Academia de Letras de Cabo Verde, David Hopffer Almada, é um enorme orgulho e uma grande satisfação a atribuição do prémio a mais um autor cabo-verdiano. “É imenso orgulho que devemos sentir, sendo um país da nossa dimensão a ganhar dois prémios desse nível, num espaço de tempo relativamente curto. É uma satisfação enorme Arménio Vieira e agora Germano Almeida. Dois grandes autores de grande nível respeitados e reconhecidos por todo o lado. Por tanto, para nós é uma grande satisfação receber esta notícia”, disse David Hopffer Almada.

 

O primeiro-ministro Português, António Costa numa mensagem no Twitter felicitou Germano Almeida pela "merecida atribuição do Prémio Camões 2018" e recordou que o Prémio Camões é "a mais importante consagração literária dessa língua universal que é o português".

 

O Prémio Camões é considerado o mais importante prémio literário da língua portuguesa e foi instituído em 1988.

 

Germano Almeida é o segundo autor cabo-verdiano a ser distinguido com o prémio Camões depois de o galardão ter sido atribuído, em 2019, ao poeta Arménio Vieira.

 

O premiado é natural da ilha de Boa Vista. Formou em Direito pela Universidade de Lisboa. Vive em Mindelo, São Vicente e é autor de obras como “A ilha fantástica”, “Os dois irmãos”, “O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, “A morte do ouvidor” e “De Monte Cara vê-se o mundo”.

 

O mais recente romance de Germano Almeida chama-se “O fiel defunto” e será lançado ainda este mês no Mindelo, São Vicente.

Leomar é uma artista plástica cabo-verdiana que se inspira na Mulher, no Mar e na Música para criar as suas obras. Gosta de ousar nas cores e não tem receio de utiliza-las na arte de pintar.

 

O Noviactual visitou o atelier Leomar Artes, no Palmarejo, Praia e constatou a vivacidade das suas obras coloridas sempre retratando a mulher, o mar e a música. E, neste dia da mulher cabo verdiana, exibimos a reportagem feita com a artista onde fala de uma exposição em homenagem à mulher que se realiza no próximo dia 30, da publicação futura de um livro e do seu projeto social.

 

Chama-se Leontina Ribeiro, é formada em Engenharia civil. O desenho e a pintura são outros amores da vida da Leomar, para além da sua família.

 

20180316_170506.jpg

 

O seu espaço de criação “Atelier Leomar artes” é segundo a artista o seu mundo e o melhor local para se inspirar “quando estou aqui dá impressão que estou fora do contexto mundial, do contexto da minha cidade, do meu ambiente mas é aqui que eu me sinto melhor e é aqui que tenho maior inspiração para trabalhar e desenvolver as minhas obras e para criar".

 

20180316_171254.jpg

 

As cores quentes são a marca da artista que pretende mostrar a cor da vida através das cores.

"Cor é vida e eu quero passar a mensagem de que através da pintura, das cores, dos materiais, de uma paleta de cores muito intensa, o povo cabo-verdiano é um povo alegre, que a nossa terra é bonita e que é feita de muitas cores. Tem paisagens bonitas, tem gente bonita, principalmente as nossas mulheres e quero passar a mensagem de que a vida é felicidade e que é feita de coisas bonitas, de coisas belas. As minhas cores radiantes, vibrantes, impactantes são para mostrar tudo isso, a cor da vida através das cores".

 

A sua inspiração vem da Mulher, do Mar e da Música que considera as três fontes de riqueza de cabo Verde.

"As minhas fontes de inspiração são os três Ms. Eu costumo dizer que são os três Ms da Leomar: mulher, mar e música. Pretendo mostrar que temos as grandes riquezas, a força da mulher cabo-verdiana, o mar que nos une, une as ilhas e nos une ao mundo e onde temos a fonte marinha que é rico, o fundo do mar de Cabo Verde é muito rico. Outra riqueza é a música que é a nossa identidade, todo mundo canta, temos bons músicos e boas composições. São essas as minhas grandes inspirações e são elas que eu trabalho e que eu comecei e, vou terminar os meus dias homenageando essas três fontes de riqueza cabo-verdiana".

 

A Leomar expõe em Cabo Verde, já mostrou as suas obras no estrangeiro tendo estado recentemente numa mostra em Miami. Como se sentiu nesse ambiente?

"Aqui em Cabo Verde anualmente faço dois ou três exposições e para além de partilhar os meus trabalhos cá dentro, eu também faço com que os meus trabalhos sejam reconhecidos no estrangeiro. As minhas obras fazem parte de acervos de muita gente lá fora.

Já fiz exposição em Portugal, Dakar e a mais recente que eu participei foi numa grande feira de arte que é a Art Basel em Miami, que decorreu em dezembro do ano passado, onde eu tive a oportunidade de relacionar-me com artistas de grandes nomes internacionais, num espaço internacional que é Miami south beach, e venho com um sentimento de ter aprendido muito e de ter visto coisas nunca antes pensadas e que me serve de formação para os meus trabalhos futuros".

 

20180316_170739.jpg

 

Leomar tem feito o retrato pintado de figuras destacadas do país desde a música, política, ou religião.

"Julgo que a nossa sociedade é formada por pessoas com um certo nível e pessoas que merecem ser valorizadas e homenageadas. Na última exposição que eu fiz “Fest Jazz”, o homenageado na altura era o Humbertona e pude homenageá-lo com um retrato pintado. E sendo um ambiente de música, eu quis também homenagear os músicos. Então fiz retratos pintados das figuras musicais de proa, que nós temos aqui. Pude pintar retratos de artistas como Tito Paris, Vasco Martins, Lura, Elida Almeida, Khyra, Maria de Barros, Nancy vieira, Mayra Andrade, Totinho e Albertino. Consideramos que essas pessoas merecem todo o nosso carinho e este é uma forma de mostrar o meu carinho por esses artistas que tão bem tem sabido levar e elevar o nome de Cabo Verde. Para além de figuras artísticas já pintei retratos de nomes políticos e religiosos como o Cardeal Dom Arlindo Furtado, o Padre Campos e Ulisses Correia e Silva. Vou homenageando as pessoas que dão tudo por tudo para que Cabo Verde seja um país melhor".

 

Leomar é uma mulher preocupada com as questões sociais e, por isso, desenvolve um projeto social intitulado “colorir as ilhas”.

Trata-se de um trabalho de caris social sem fins lucrativos, onde a artista faz da pintura uma fonte de mudança, de atitudes e de comportamentos. Procura neste particular, na tinta, no pincel e na tela resgatar a autoestima das crianças, jovens e mulheres no nosso mundo social.

“Sabemos que nós temos ainda grandes barreiras a atingir para que consigamos formar pessoas com equilíbrio emocional e financeiro e conseguir que essas pessoas vejam a arte como uma fonte de sustentabilidade e, também, através da arte conseguir mais harmonia a nível social, mais paz social, menos violência tanto juvenil como domestica. É, por isso, que convido essas pessoas através das Câmaras Municipais ou através das associações não-governamentais e levo a pintura para os mais jovens no sentido de contribuir para a formação dos cabo-verdianos por mais valores".

 

O desenho e a pintura surgem na vida da nossa entrevistada ainda na infância.

"A minha vontade de pintar e desenhar surgiu ainda muito cedo, quando estava na escola primária. Depois no ciclo desenvolvi mais essas aptidões e fui pintando porque havia coisas que me chamavam atenção. Comecei primeiro a desenhar as nossas paisagens, depois as figuras que me estavam mais

próximo para oferecer no natal, na pascoa ou no dia da mãe. No liceu fui desenvolvendo sempre a nível da pintura, tudo que era ambiente, para mim, era motivo para pintar. Já pintei retratos dos meus irmãos, dos meus amigos e chegou numa dada altura que nas turmas onde frequentava, para além de oferecer, vendia os meus desenhos aos meus colegas por 5, 10 $, que na altura era muito dinheiro. E fui crescendo com a vontade de fazer arquitetura e Belas artes, mas não foi possível, então abracei a oportunidade de fazer engenheira civil. E agora paralelamente a engenharia, desenvolvo a pintura de uma forma profissional".

 

Leomar expõe as suas obras de arte em homenagem à mulher cabo-verdiana.

A exposição intitulada “Di undi kim bem” é uma homenagem à mulher cabo-verdiana e que retrata a mulher na sua plenitude. Trata-se de uma parceria com o ministério da cultura e vai decorrer no palácio da cultura Ildo Lobo, na Praia a partir desta sexta-feira, 30.

"A exposição era para ser no dia 27 dia da mulher cabo-verdiana mas como a data cai no meio da semana vou faze-lo agora no dia 30 que é sexta-feira".

A mostra que reúne um leque de quadros pintados com recurso a espátula e a tinta acrílica mostra o percurso da mulher cabo-verdiana. "Eu sendo mulher vejo que a mulher cabo-verdiana é uma mulher muito lutadora, persistente, sacrificada, uma mulher de muita alma e muita paixão. E vou desenvolver as obras deste percurso, desta figura chave da sociedade cabo-verdiana que é a mulher através dessas obras que eu vou apresentar".

Di undi kim bem vai estar patente durante um mês.

 

Mais. Brevemente a Leomar vai presentear o público com o livro "O Percurso de Leomar" que vai trazer a história da vida da artista desde a infância à atualidade no domínio das artes. "O livro vai trazer as minhas obras, a minha família, os ambientes por onde eu passei, a minha relação com as pessoas e vai passar também as mensagens que eu gosto de pintar, Mulher, Mar e Música. Vai ser um livro mais de sala, um livro que vai também decorar. O próprio formato do livro vai ser uma obra de arte".

“O percurso de Leomar” é o veiculo que a artista plástica encontrou para dar a conhecer mais o seu trabalho "às vezes eu faço uma exposição e as pessoas não conhecem todas as minhas obras, e portanto, é uma forma de publicitar as minhas obras e o livro trará imagens do meu percurso, desde o inicio, porque o inicio não é quando eu começo a expor, o inicio é quando eu começo a dar conta de que o desenho e a pintura fazem parte de mim".

 

O Percurso de Leomar tem como editora Rosas de porcelana.

English French German Italian Dutch

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários