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Educação especial é um problema para muitas escolas que não têm docentes com formação na matéria, ou, mesmo que haja, não há meios físicos, materiais e pedagógicos adequados.

 

Para enfrentar estes problemas, a escola Humberto Duarte Fonseca, no Mindelo, realiza uma ação de capacitação para voluntários em matéria de necessidades educativas especiais de forma a dar melhor resposta aos alunos que são atendidos pela referida escola.

 

Jorge Gomes da equipa de educação especial do ministério da educação falou dos desafios, do verdadeiro significado de inclusão educativa e chama atenção para a inclusão exclusiva.

 

Para Jorge Gomes os desafios são enormes “É uma área extremamente complexa e, que exige avultados recursos materiais e humanos. Para que realmente a inclusão seja uma realidade, ainda temos muita coisa a fazer nesses três áreas: recursos humanos, recursos materiais e físicos que tem a ver com as estruturas físicas dos edifícios escolares”.

 

Atualmente falar de inclusão tem outro significado

 

 “Anteriormente quando se falava da integração, o aluno era integrado na sala de aula e, apesar dos seus problemas, estava mais para a socialização, a vertente académica, puramente dito, não era muito tido em conta” mas agora fala-se de inclusão numa outra perspetiva conforme Jorge Gomes “o objetivo é que haja oportunidades iguais para todos, independentemente da sua condição, psicológica, enfim…”.

 

A inclusão é fundamental, para aqueles que precisam de necessidades educativas especiais. E, para isso, é preciso criar meios adequados. Caso contrário, não haverá inclusão mas sim exclusão.

 

“Havendo carência em termos de recursos humanos e materiais quer do edifício ou lúdico-pedagógicos, torna-se difícil dar uma atenção especial aquela criança especial e, se isto não for tido em conta e criado esses meios, lógico que estaremos perante uma inclusão exclusiva, porque aqueles alunos que carecem de necessidade educativa especial não encontram uma resposta adequada”.

 

Salas numerosas e com programas a serem cumpridas constituem um grande problema para o docente, que pretende chegar a cada criança com necessidades educativas especiais.

 

“Isto só agiganta ainda mais os problemas, porque o professor tem de correr atrás do currículo, corre atrás do programa e, o próprio modelo da avaliação do pessoal docente faz alguma pressão ao professor”, diz o entrevistado acrescentando que a avaliação do desempenho do docente também tem a ver com a taxa de aproveitamento. “Então, corre-se o risco de estar com atenção mais centralizada na percentagem em detrimento de uma atenção especial ao processo”, acrescentou.

1 comentário

De Samira a 21.04.2018 às 23:47

Faz falta professores formados e sensibilizados para a educação especiais.

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