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O ideólogo das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral, foi considerado o segundo maior líder mundial de todos os tempos, numa lista elaborada por historiadores para a BBC.

 

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A lista é da revista BBC World Histories Magazine e foi feita por historiadores, que nomearam aquele que consideram ter sido o maior líder – alguém que exerceu poder e teve um impacto positivo na humanidade.

 

O indiano Maharaja Ranjit Singh, líder do império sikh do início do século XIX foi considerado o maior lider de sempre.

 

E logo a seguir, aparece Amílcar Cabral, descrito como o “combatente pela independência africana”, que reuniu mais de um milhão de guineenses para se libertarem da ocupação portuguesa, uma acção que levou outros países africanos colonizados a lutarem pela independência.

 

Depois de Amílcar Cabral surge na lista o britânico Winston Churchill e em quarto lugar o Presidente norte-americano Abraham Lincoln, seguindo-se na quinta posição a monarca britânica Isabel I (1533-1603).

 

A lista incluía o faraó Amenhotep III; o rei inglês William III; a imperatriz da China Wu Zetian; a combatente francesa Joana d'Arc; o imperador do Mali Mansa Musa; a imperatriz russa Catarina, a Grande; ou o Papa Inocêncio III, entre uma vintena de nomes.

 

Amílcar Cabral foi escolhido pelo historiador britânico Hakim Adi, especialista em assuntos africanos, segundo o qual a luta de Cabral pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde também transformou Portugal.

 

Professor de História de África e de Diáspora Africana na universidade britânica de Chichester, Hakim Adi lembra, ao justificar a escolha de Amílcar Cabral, diz que “o grande Amílcar Cabral”, além da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, também teve um papel de liderança na libertação de outras colónias portuguesas. E essas lutas armadas acabaram por resultar numa revolução em Portugal “e no início de uma nova era democrática” no país.

 

“Muitos africanos continuam a ser inspirados pela grande liderança de Cabral. A sua vida e trabalho mostram que, quaisquer que sejam os obstáculos, as pessoas são capazes de ser os seus próprios libertadores”, diz o historiador.

 

O fundador do PAIGC, nasceu na Guiné-Bissau a 12 de Setembro de 1924, filho de cabo-verdianos e foi assassinado a 20 de Janeiro de 1973, em Conacri.

 

Com Publico.pt

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