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Noviactual

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O Secretário de Estado de economia marítima recolhe subsídios para o orçamento de 2019 e já ouviu preocupações e sugestões de pescadores de Salamansa e São Pedro.

 

Paulo Veiga prometeu analisar as questões apresentadas e anunciou algumas apostas do seu ministério como formação, a questão do gelo e armazenamento de frio, a nova lei de base de pesca e o problema de licença.

 

Relativamente a questão do gelo e armazenamento de frio, Veiga garante que é uma política a será implementada para toda a comunidade, uma vez que não se pode falar em segurança alimentar sem criar condições para que isso aconteça.

 

Aposta na Formação é uma prioridade do ministério de economia marítima disse Veiga acrescentando que uma linha de financiamento à formação será criada e pode ser uma nova fonte de renda para os pescadores.

 

Paulo Veiga adianta ainda que uma nova lei de base das pescas esta sendo trabalhada para transformar o sistema de pesca artesanal em industrial.

 

“Damos licença a UE, Japão e Senegal porque não temos capacidade e nem autonomia para fazer esse tipo de pesca, não temos barcos com autonomia para cobrir a zona económica e a maioria desses peixes são transitórios não são nossos e quando aparecem temos de os pescar porque se não, são pescados por outros países.” Sublinha Veiga acrescentando que isto leva o seu tempo mas se focarmos na ideia havemos de lá chegar.

 

O Secretário de Estado de economia marítima falou ainda de segurança dos pescadores destacando a necessidade de apetrechar os botes com equipamentos de segurança como GPS, rádio VHF e coletes.

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Foto: lusa

 

Com a finalidade de despertar nas crianças e jovens o gosto pelas artes, Alaim promove a partir desta segunda-feira, 16, mais uma edição das Férias Artes de Verão Alaim, FAVA para criar uma ligação entre os alunos e as várias artes: teatro, dança, música e artes plásticas.

 

Janaina Alves, da Alaim avançou à RCV que a edição deste ano foi renovada com novos professores, novos formatos e conta com um coreografo internacional, vindo do Brasil que vai ministrar uma oficina de danças urbanas aos participantes.

 

Podem participar crianças e jovens dos 5 aos 15 anos. Aos pais, Alaim garante segurança, experiencia e cuidados especificos. “Eles vão estar num lugar seguro, todas os envolvidos, no projeto, são experientes, competentes e estão sendo treinadas para cuidarem dos alunos da FAVA de uma forma individual”.

 

As aulas acontecem de segunda a sexta-feira de manhã ou a tarde e tem a duração de um mês. Várias atividades serão realizadas entre elas visitas a espaços culturais.

 

No final haverá uma apresentação pública onde as crianças atuam, dançam, cantam e expõe o que aprenderam nas oficinas de artes plásticas.

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Dando continuidade as entrevistas com os artistas do Quintal das artes, hoje os nossos convidados são Nanda e Neusa Gomes duas irmãos que, há pouco mais de um mês, fazem parte da família dos artistas do Quintal das artes. O espaço onde trabalham chama-se “Artes e consertos”, ali as irmãs costuram, fazem trabalhos artesanais e arranjam roupa.

 

Há já algum tempo que as duas trabalham nesta área, mas só agora resolveram investir e criar o seu próprio negócio. 

 

Em declarações ao Noviactual, Nanda e Neusa Gomes falam do projeto em comum que agora começa, das dificuldades do mercado e do que pretendem fazer nos próximos meses.

 

Como é que inspiras para criar as tuas artes?

 

Neusa - Eu quase que não me inspiro. Pego e faço. Por exemplo para fazer chinelos pesquiso e quando encontro algo interessante acrescento as minhas ideias. 

 

Como perceberam o vosso talento?

 

Neusa - É de família. Está no sangue. Quase toda a família faz alguma coisa em arte.

 

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As duas irmãs trabalham no artesanato e costura há muito tempo. Uma delas, por exemplo, Nanda tem quase 20 anos de experiência. Perante dificuldades do mercado de trabalho, as irmãs decidiram que ter um negócio próprio seria melhor opção, daí criaram “Artes e consertos”. 

 

Fala-nos deste projeto e de quando começaram.

 

Nanda - há muito tempo que faço costura desde 1998/99 mas trabalhava para terceiros, há pouco mais de um mês a minha irmã e eu resolvemos investir e trabalhar por conta própria. Muitas pessoas têm aparecido e apreciado o nosso trabalho. Sinto que este nosso projeto tem pernas para andar.

 

Neusa- faço por exemplo enxoval de bebe há muito tempo, só que fazia apenas por encomenda. Mas agora temos o nosso espaço, aqui estão todos os nossos produtos. Já fizemos muitas coisas e vamos fazer muito mais. 

 

O que é que se pode encontrar aqui?

 

Nanda - Fazemos muita coisa. Mas ainda não costuramos roupa, apenas fazemos fardas e batas de escola e do jardim. Fazemos artesanato em garrafas, chapéus, enxoval de bebe, bolsas, carteiras, pegas de semana para cozinha, chinelos personalizados, mas também arranjamos roupas.

 

Como é que tem reagido o mercado relativamente a esses produtos?

 

Neusa - É relativamente a preços. As pessoas não valorizam os trabalhos artesanais, não valorizam o trabalho dos artistas. Podem até gostar do produto mas reclamam sempre do preço. Compramos matéria-prima a um determinado preço, acrescentamos mão de obra e quando damos o preço ao cliente reclamam. Acham muito caro mas não sabem o preço que compramos a matéria-prima e nem o esforço que fazemos para pôr um produto de qualidade a venda. 

 

Como é que divulguem os vossos produtos?

 

Neusa – através do facebook e no site do Quintal das artes. 

 

Que planos têm para os próximos meses?

 

Neusa - Pretendemos participar em feiras para divulgar mais o nosso produto. Recentemente soubemos de uma feira que vai-se realizar, em breve, estamos a preparar para participar. Começamos agora esse nosso projeto e queremos continuar, criar muito mais e sei que vamos conseguir.

 

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No dia em que se celebra 43 anos da independência de Cabo Verde, o movimento cívico, Sokols, mais uma vez, saiu à rua para uma marcha pacífica contra as fomes dos dias de hoje numa alusão a marcha da fome do Capitão Ambrósio.

 

Os manifestantes vestidos de preto, empunhavam bandeira negra e cartazes com a palavra de ordem “Fome”: fome da justiça social, fome do emprego, fome da saúde, fome de desenvolvimento, fome da dignidade, etc,etc.

 

Na avenida Marginal, no parque de estacionamento do cais de cabotagem, último ponto do trajeto, Salvador Mascarenhas, líder do Sokols em declarações a imprensa disse que apesar de 43 anos de independência, é evidente que ainda muita coisa está mal.

 

“Nos 43 anos de independência de Cabo Verde verificamos que muita coisa está mal e algumas coisas andaram para traz, nomeadamente nos transportes, na saúde. Aqui em São Vicente assistimos cenas hilariantes de pessoas que não têm dinheiro para pagar um TAG é terrível” denuncia Salvador Mascarenhas, para quem o lema da marcha “Fome” é um alerta das várias fomes que o país enfrenta.

 

“As fomes que estamos a marchar é para chamar atenção que há fome de justiça, há fome de emprego, há fome de saúde, há fome de transporte etc. e principalmente fome de autonomia. Pensamos que se a nossa ilha e as ilhas todas tiverem autonomia Cabo Verde terá um futuro muito mais próspero e essas fomes poderão desaparecer.”

 

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Questionado se está surpreso pelo número de manifestantes, o líder Sokols garante que não e que Sokols nunca vai desistir.

 

“Não, não estou nada surpreso. E sei as manobras que tinham havido. Nós não andamos a fazer uma campanha de uma manifestação mas sim uma marcha. Houve uma campanha massiva do governo da juventude, mas já estamos habituados a isso, vamos continuar a marchar com 10, 15, 20 pessoas, vamos insistir é assim que fazem as mudanças num país.”

 

A marcha da fome do capitão Ambrósio começou na zona libertada da Ribeira Bote, percorreu as principais artérias de Mindelo até Avenida Marginal.

 

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Fatú Delgado é artesã há 18 anos. Gosta do que faz e é no atelier “Criolinha Fatú”, situado no Quintal das Artes, que passa a maior parte do seu tempo. A artesã é apaixonada por renda, técnica aplicada na maioria dos trabalhos.

 

Para além do artesanato, Fatú gosta de cantar, dançar e é organizadora de eventos. A artesã sonha em criar uma loja e dar emprego à juventude. Tem um projeto social, ainda em carteira, para ensinar artesanato a  jovens desfavorecidas.

 

Ao Noviactual, a artesã fala da sua paixão pelo artesanato, de como esta arte surge na sua vida, das dificuldades em encontrar materia-prima e dos projetos para o Futuro. 

 

Como artesanato surge na tua vida?

 

- Sou artesã há 18 anos. Na altura trabalhava numa loja comercial e nos momentos de menos movimento fazia renda. Com o passar do tempo apaixonei-me por renda. Depois abri uma barraca na praça estrela onde vendia os meus produtos.

 

[Gosto de coser mas a minha paixão, paixão, paixão é renda] Fatú Delgado

 

Como é o teu processo criativo?

 

- Primeiro é calma, amor, carinho…. Depois criar, criar… incentivo próprio e mãos a obra. Estamos sempre a inovar, porque se fizermos sempre mesmas coisas perde-se o gosto.

 

O que é que oferece como produto final?

 

- Faço muitas coisas, bolsas de saco com renda, bolsas de tecido, chapéus de renda, camisolas de renda, vestidos de tecido com renda, brincos, colares de renda, sandálias feitas de chinelos personalizados com renda. Também faço sola de sapatos, o processo de colagem, mas não de forma profissional porque cada pessoa tem o seu seguimento de trabalho. Aqui faço também arranjos de roupas.

 

A renda está presente na maioria dos teus trabalhos…

 

- Gosto de coser mas a minha paixão, paixão, paixão é renda (risos). Gosto também de serapilheira, trabalhar com sacos. Mas renda é a minha paixão. Inclusive fiz uma formação sobre “Criação especialista em moda e moldes” e já orientei formação na Praia, depois disso, conheci uma espanhola que gostou do meu trabalho e convidou-me para expor em Espanha. Mas não sei se consigo, por causa do passaporte. O meu está caducado e atualmente é difícil renovar passaportes. Gostaria de ir porque seria uma oportunidade única de conhecer outros artesãos e outras culturas. Tenho esperança.

 

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[Sobre dificuldades em encontrar matéria-prima] “Infelizmente em São Vicente não há onde comprar. Temos que deslocar à Praia e não podemos ir de avião, porque o preço é exageradamente caro. E de barco há muitas dificuldades na volta, por isso fica muito complicado” Fatú Delgado

 

Como é que estamos das vendas? 

 

- Artesanato tem a sua época. Nas épocas baixas vende-se pouco. Neste momento estamos na época alta que é nos meses de junho, julho, agosto e setembro, altura em que temos muitos emigrantes na terra. Mas atualmente o artesanato tem uma outra dinâmica e é visto com outra visão. Muitas pessoas já recorrem ao artesanato para oferecer no casamento, no batizado e em épocas especiais.

 

O que é que vende mais?

 

- Sandálias feitas de chinelo personalizado com renda, chapéus de renda, roupas de renda. As bolsas já já começam a vender, porque os emigrantes gostam muito destes tipos de bolsas.

 

 Como é que se vira para encontrar matéria-prima?

 

- Esta é uma grande dificuldade. Compro materiais na ilha de Santiago. Infelizmente em São Vicente não há onde comprar. Temos que deslocar à Praia e não podemos ir de avião, porque o preço é exageradamente caro. E de barco há muitas dificuldades na volta, por isso fica muito complicado. Neste momento São Vicente enfrenta uma situação muito…não digo frustrante porque não podemos desanimar mas já tivemos tempos melhores.

 

Para além do artesanato o que mais gostas de fazer?

 

- Gosto muito de cantar e dançar. Mas também sou organizadora de eventos.

 

Que projetos tens para o futuro?

 

- Pretendo voltar a dar formação em sandálias de tricô e criar uma escolinha de formação. Outro projeto resulta do amor que tenho pelo meu trabalho, pretendo dar formação à dez meninas carenciadas, que não podem pagar o curso, mas que querem aprender. E sonho em criar uma loja e dar emprego à duas ou três meninas.

 

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