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Noviactual

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As belíssimas composições - do amor, da saudade, da emigração e do mar - criações de talentosos criadores, aliadas aos instrumentistas e imortalizadas na voz de grandes interpretes levaram a morna aos quatro cantos do universo.

 

Das inúmeras vozes da morna, o Noviactual lembra algumas que contribuíram para a divulgação deste género tradicional que agora não é só nosso mas do mundo.

 

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• Cesária Évora, a "Rainha da Morna" começou a sua carreira em Mindelo. De Mindelo, Cize levou a morna para grandes palcos internacionais. Cantou, encantou e deu o mundo a oportunidade de conhecer este género musical crioulo. "Sodad" um tema imortalizado na voz de Cize.

 

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• Adriano Gonçalves, o grande Bana, um nome maior da música de Cabo Verde. A voz de ouro cantou Cabo Verde em Lisboa e no Mundo. O "Rei da Morna" como era conhecido interpretou temas que ficaram imortalizados é o caso de "Tanha", "Arca Azul", "Sina de Cabo Verde", "Lamento d' um emigrante" ou "Ess país". 

 

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• Ildo Lobo dono de uma voz inconfundível, Ildo é um dos maiores interpretes das ilhas. Cantou "Nôs Morna" de Manuel de Novas, tema que deu nome a seu primeiro disco a solo. "Intelectual" foi o seu último disco.

 

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• É uma das grandes vozes da música tradicional de Cabo Verde, Titina Rodrigues começou a cantar ainda menina, em Mindelo. Uma apaixonada pelas composições de B.Leza, daí o disco "Titina Canta B.Leza", o seu primeiro disco.

 

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• Tito Paris ainda jovem integrou a banda “A Voz de Cabo Verde” a convite do Bana. Foi baixista e baterista. Para além do Bana, Tito acompanhou vários artistas como Paulino Vieira, Celina Pereira e Dany Silva. Em 1987 lança o seu primeiro disco "Fidjo Magoado". 

 

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• Fancha é a voz das ilhas de morabeza. Era ainda uma menina quando acompanhava Cesária Évora nos eventos musicais. O seu mais recente disco "Nos Caminhada" é uma homenagem a Cize, onde canta por exemplo "Nos Caminhada", "Beijo" e "Belga". 

 

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• Joaquim Almeida ou simplesmente Morgadinho. Um homem espetacular, um grande nome da musica cabo-verdiana. Um dos cofundadores do grupo Voz de Cabo Verde na Holanda. Das mornas interpretadas por Morgadinho lembramos "Cize", "Mãe" e "Um Página voltod".

 

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• Maria Alice é uma cantora salense que cedo emigrou para Portugal. Participou em vários festivais e cantou a morna em vários países da Europa. A voz de Maria Alice pode-se ouvir nas músicas como "Terra Longe", "Resposta di segredo cu mar" ou "Rotcha scribida".

 

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• Alcides Nascimento é filho do Bana. Herdou a doçura na voz do seu pai. Alcides gravou um único disco "Pensamento" em 1996, um disco histórico. Disco, regravado em 2016 em comemoração aos 20 anos do seu lançamento. 

 

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• Celina Pereira é uma das grandes vozes da musica tradicional cabo-verdiana. Divulgou a musica das ilhas pelo mundo. Celina foi professora, é contadora de histórias e cantora. O seu mais recente disco “Areias Mornas de Bubista” é uma homenagem dos poetas e compositores da Morna da Boa Vista.

 

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• Uma outra grande voz destas ilhas é Sãozinha Fonseca. Começou a cantar no coro da igreja, mas já sentia algo especial pela morna. Nasceu no meio da música, o seu pai era compositor. Interpretou obras de Eugénio Tavares como "Mar de lua cheia", "Aflição de nha magoa", "Carta di nha cretcheu" e "Cai no Mar" .

 

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• Gardénia Benrós a voz de "Mi ê cabo-verdiana" é uma apreciadora das composições de Eugénio Tavares. Escolheu para o seu primeiro álbum repertório de Eugénio Tavares e produção de Paulino Vieira. "Força di Cretcheu" e "Canção ao Mar - Mar Eterno" são algumas mornas desta santiaguense de origem bravense. 

 

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• Tété Alhinho, antiga vocalista do grupo Simentera, é uma apaixonada pela morna. Cresceu no meio da música. Após algum tempo sem editar, Tété regressa com "Mornas ao Piano" onde canta "Mindel de Mãe Auta", musica dedicada a sua mãe. 

 

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• Dany Silva é um nome incontornável na musica tradicional de cabo verde. Quem não se lembra de "Lua nha testemunha" criação de B.Leza interpretado por Dany. Com 40 anos de carreira, Dany Silva lança álbum “Canções da Minha Vida”, que conta com a participação de vários artistas.

 

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• Paulino Vieira uma grande figura da música de Cabo Verde. A música faz parte da sua vida. Escreve música, toca música e canta música. "N'cria ser peta" e "Ódio é pobreza", são exemplos de belíssimas mornas de Paulino.

 

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• Hermínia de Antónia d' Sal foi uma amante de morna, mas só gravou o seu primeiro disco "Coração Leve" depois dos 50 anos. Hermínia atuou em vários palcos do mundo com o disco produzido por Vasco Martins.

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11 de dezembro passa a ser um dia histórico para Cabo Verde. A Morna é a partir de hoje, Património Cultural Imaterial da Humanidade. 

 

A candidatura do género musical cabo-verdiano foi aprovada na 14ª reunião do Comité Intergovernamental da UNESCO, em Bogotá, Colômbia.

 

"Hoje o meu país celebra a inscrição da sua alma na alma da humanidade", Abrão Vicente minutos após a Morna ser reconhecida como Património Imaterial da Humanidade.

 

A candidatura da Morna foi entregue em março de 2018, pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas. 

 

O Dia Nacional da Morna foi criado, a 27 de fevereiro de 2018. A data escolhida foi três de dezembro, dia do nascimento de B.Leza.

A Morna, musica tradicional cabo-verdiana, obra de grandes compositores e imortalizado na voz de grandes artistas, está prestes a ser Património Imaterial da Humanidade. A decisão será conhecida esta semana em Bogotá. Ansiosos, para o grande dia, os cabo-verdianos esperam o momento com muita expectativa. 

 

Está aí o dia da decisão, o Noviactual lembra, para já, alguns compositores deste género musical, que conquistou o mundo.

 

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B.Leza compositor conhecido pelo seu estilo diferente. O Meio-tom das composições de B.Leza conquistou vários músicos. Francisco Xavier da Cruz nasceu no dia 3 de dezembro, dia adotado como o dia da morna. Nas suas composições pode-se destacar "Miss Perfumado", "Traz d'Horizonte", "Eclipse", " Alô Alô São Vicente", "Note de Mindelo", "Luísa", "Ondas de Tejo", "Pensamento" e "Lua nha Testemunha".

 

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Eugénio Tavares, um bravense que conquistou as gentes das ilhas com as suas composições. O grande poeta do arquipélago está por exemplo na voz de Sãozinha Fonseca que cantou " Carta di nha cretcheu", "Ôh Menino Na", "Andorinha de Bolta", "Aflição de nha magoa" ou na voz de Gadénia Benrós "Canção ao Mar - Mar Eterno" e "Força di Cretcheu".

 

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• Jorge Fernandes Monteiro, o Jotamont foi um músico e compositor cabo-verdiano, nascido num navio perto dos Estados Unidos da América. Das muitas composições pode-se destacar "Mindelo nha terra", "Êsse ê quê Mindelo nôs querido cantim", "Dez grãozinhos de terra", "Fidjo Magoado" e "Nha confição". 

 

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Manuel d' Novas foi um poeta e compositor. Escreveu temas imortalizados na voz de Ildo Lobo, Bana e Casaria Évora. É autor de mornas como "Stranger ê um ilusão", "Lamento d'um emigrante", "Nôs Morna", "5 de julho", "Direito de nascê" e "Ess Pais".

 

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Paulino Vieira é um compositor, orquestrador, multi-instrumentista e cantor. Foi produtor de Casaria Évora. Paulino iniciou o seu percurso musical na Escola Salesiana em São Vicente. É autor de temas como "Sonho cordod", "M’cria Ser Poeta", "Arca Azul", "Um Minute D’Silence" e "Ódio e pobreza".

 

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•  Adalberto "Betú" Silva é autor de "Coraçon II" interpretado por Alcides Nascimento filho do Bana, "Beijo" por Fantcha, "Nha Berço" e "Cusas di Coração" por Ildo Lobo. Betú compôs também outros grandes sucessos como "Dor de nh' Alma", "Manú", "Gana di voâ" e "Crióla".

 

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• Joaquim Almeida ou simplesmente Morgadinho é um dos grandes nomes da musica cabo-verdiana. Cantor, compositor e trompetista, Morgadinho escreveu temas como "Cabo Verde One 2000", "Um Criol na França", "Um Página Voltod" e "Sonho de um criola" interpretado por Cremilde Medina.

 

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Ney Fernandes o musico e compositor fez carreira militar. No seu currículo artístico pode-se encontrar temas como "N'téro dum camponês" interpretado por Zezé de nha Reinalda, "Romance di Amor" tema imortalizado na voz de Zequinha assim como "Partida", “Nha Partida” e "Tarrafal".

 

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Vasco Martins musico instrumentalista e um dos maiores compositores líricos da morna. Vasco foi quem propôs, três de dezembro (dia do nascimento de B.Leza) como dia da morna. É o compositor de "Filosofia", "Fogue na olhar" e "Navio Navega" músicas do disco "Coraçon Leve" de Hermínia d' Antónia de Sal.

 

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Norberto Tavares foi um cantor e compositor. Nasceu no meio da musica o pai era tocador de violino. Norberto escreveu grandes sucessos. É autor de temas como bem se lembram "Cu amor di Deus no ta ama" e “Nos Cabo Verdi di Sperança”.

 

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Jorge Humberto é musico, cantor e compositor de grandes mornas. Artistas como Fantcha, Biús, Mariana, Ana Firmino e Maria Alice escolheram interpretar temas de Jorge Humberto. É autor de mornas como " Sossego nha riqueza", "Poder de ilusão", "Morna douro" e "Mas um pintor".

 

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Dany Mariano é autor de "Ondas de Bo Corpo". O musico e compositor começou na musica muito cedo. Fez parte do grupo The Kings. É também autor de "Mi é Dodu na Bo Cabo Verde", "Mulata Coca-Cola", "Sundy" e "Na Estrada de Europa".

 

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Djack Monteiro, nome artístico de Joaquim Monteiro, foi músico, cantor e Compositor de mornas. Mornas como "Regresso" e "Capricho" imortalizado na voz de Ildo Lobo.

 

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Teófilo Chantre é músico, cantor e compositor. As suas músicas são interpretadas por vários artistas. A voz de Alcides Nascimento, o filho do Bana, imortalizou uma das mornas de Teófilo "Nha Piedade" no seu único disco "Pensamento". "Encata nha Vida" outra obra de Teófilo interpretada por Fantcha no disco "Nos Caminhada".

 

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Tito Paris o dono de "Nha pretinha" é músico, cantor e compositor. Escreveu para vários artistas como Bana e Cesária Évora. "Padoce de céu azul" e "Mãe querida" são exemplos de mornas deste músico.

 

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Orlando Pantera foi um músico, cantor e compositor. O autor de "Lapidu na bo" foi também um multi-instrumentista que criou o seu estilo próprio e conquistou vários artistas. Escreveu belíssimas mornas como "Regasu" interpretado por Mayra Andrade.

 

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Renato Cardoso foi um político e talentoso compositor da musica cabo-verdiana. O Músico e compositor, Renato Cardoso escreveu temas imortalizados na voz de grandes cantores como Ildo Lobo. É autor de "Porton di nos ilha", "Terra bo Sabê", " Tanha" e "Novo contratado" (Alto Cutelo).

 

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Abílio Duarte outro talento que inspirou lindos temas musicais como "Caminho de São Tomé", “Estrela di nha peito” e "Areia di Salamansa".

 

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•  Ildo Lobo foi compositor e um dos maiores intérpretes do país. Depois dos Tubarões fez uma carreira a solo. Ildo escreveu temas como "Zebra", "Nha testamento" e "Estrela negra".

 

As fotos são reproduções de internet e de redes sociais

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Assinala-se hoje, 3 de dezembro, o Dia Nacional da Morna. A data, instituída em homenagem ao compositor B.Leza, é celebrada com várias ações culturais que decorrem de hoje até 19 deste mês.

 

Refira-se que no dia 12 de dezembro será conhecida a decisão da elevação da Morna como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

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A URDI, feira do artesanato e do Design decorre na Praça Nova, no Mindelo e conta com convidados vindos da Guiné Bissau, Angola, Portugal Continental e Açores, Brasil, Espanha e Bélgica.

 

"Música – Poéticas Visuais" é tema da 4ª edição do evento que homenageia o mestre Batista.

 

"URDI é uma boa oportunidade para divulgar os nossos produtos", esta é a opinião unânime dos artistas, presentes na feira, que o Noviactual conversou.

 

Carlos Gomes

 

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Carlos Gomes vem de Santiago. É artesão desde a década de noventa. No seu stand pode-se encontrar estatuetas que representam a cultura tradicional de Cabo Verde. "Uso fio elétrico para fazer a estrutura. Gesso e cola branca para as mãos, os pés, a cabeça e o corpo. Para as roupas, uso fibra vegetal nacional." Carlos dedica-se, também, à trabalhos de reciclagem com clips.

 

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Paulo Melo

 

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Foto: Reprodução Facebook

 

É da ilha de São Miguel, nos Açores. Paulo Melo representa a Família Correia. A Mãe e as irmãs usam folhas de milho para fazerem as suas criações há mais de 30 anos. "Em tempos idos, por alturas da desfolhada, era costume fazerem-se bonecos para as crianças mais abastadas, utilizando como matéria-prima as folhas que revestem as maçarocas e as barbas de milho. Ao longo dos anos as bonecas foram sendo aperfeiçoadas e hoje tornaram-se motivo decorativo e de coleção."

 

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Marina Mendonça

 

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Foto: Reprodução Facebook

 

A sua arte é cerâmica. Marina Mendonça também vem dos Açores, ilha de Santa Maria. É a primeira vez em Cabo Verde e está a gostar de cá estar. "O clima é quente, ótimo para os trabalhos com cerâmica. Assim demoraria menos tempo a produzir uma peça". Mendonça mostra-se satisfeita com o interesse do público para com as história das peças. "As pessoas estão a gostar da história das peças. É um trabalho influenciado por pequenas histórias de infância, na ilha de Santa Maria, nos Açores como a dos monstros".

 

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Maria da Luz (Lutchinha)

 

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Chama-se Maria da Luz ou Lutchinha, trabalha com renda e costura desde muito novinha. No seu stand pode-se encontrar vários produtos em rendas desde roupas de bebés, conjuntos de cozinha e vestidos. Para Lutchinha "a URDI é uma grande oportunidade. Ajuda-nos a divulgar o nosso trabalho".

 

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Âmbara da Rosa

 

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Foto: Reprodução Facebook

 

É uma jovem mindelense que vive em Santiago. Âmbara da Rosa faz bijutarias e acessórios desde colares, brincos e pulseiras. Âmbara disse estar a gostar da feira. "É a minha primeira vez na URDI. Estou a gostar da experiência. É cansativa mas é uma boa experiência". 

 

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Público 

 

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O Público tem gostado da feira. "A URDI é uma boa iniciativa. Permite-nos conhecer artistas de várias ilhas e países e saber o que andam a fazer em termos de arte". Paula, Samira e Lenize acreditam que a Feira de Artesanato e Design é uma boa alternativa para começar a comprar os presentinhos de natal para oferecer amigos e familiares.

 

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