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Noviactual

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Mário (Maiúca) Gomes  define-se como um rapaz curioso. É maestro do Mindel Samba, constrói instrumentos musicais de percussão e é serralheiro. Os dotes deste jovem artista não ficam por aqui, Maiúca faz ainda acessórios para o Carnaval.

 

No Quintal das Artes, a direita vê-se um espaço com uma armação feita de chapa de tambor é ali a oficina e a sede do Mindel Samba. É neste espaço que o jovem transpira as ideias e transformam-nas em peças de arte deslumbrantes e originais.

 

Este jovem que vem de uma família de artistas tem mão para tudo, descobriu cedo a arte e cedo descobriu também que era a arte que queria fazer pelo resto da sua vida.

 

Recordas como tudo começou?

 

Não…não me lembro. Aconteceu de forma espontânea. Comecei a tocar no Batucada Mindelo aos 11, 12 anos. Em 2014 eu e mais três irmãos formamos o Mindel Samba e, como sou um rapaz curioso, um dia resolvi fazer um tambor, depois de varias tentativas falhadas consegui e, com o tempo fui-me aperfeiçoando. 

 

É fácil encontrar matéria-prima?

 

Uma parte sim... o corpo, os arcos e os vergões encontramos aqui, mas a pele sintética que usamos nos tambores é importada do Brasil que nos impõe alguma dificuldade. 

 

Que tipo de instrumento constrói e qual o desempenho de cada um na bateria?

 

O Bombo, por exemplo, que é a base da bateria tem som mais grave. O corpo é feito de metal ou platex e usamos pele sintética. Os arcos são feitos com vergalhão, barra de 10, depois o varão roscado. Normalmente faço cinco medidas de 18, 20, 22, 24 e 26 polegadas.

Já Caixa, de 14 polegadas, que tem som agudo é o ritmo da bateria. Tamborim de 6 polegadas fica à frente da bateria. E Repinique marca o tempo e temos duas medidas 10 e 12 polegadas.

Faço ainda Chocalho que sustenta o ritmo e Agogô, instrumento muito utilizado pelos mandingas. 

 

Para além dos instrumentos musicais o que mais faz?

 

Faço também acessórios, fantasias usados no carnaval. Trabalhei já com figurinos de grupos como Vindos do Oriente, Cruz João Évora e alguns de Monte Sossego.

 

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Como e quando nasce o Mindel Samba?

 

O Mindel Samba foi criado em 2014. É um projeto de quatro irmãos.  Nando, Luís, Nhela e eu. O Nando é o primeiro maestro. Todos os anos o Mindel Samba sai no carnaval do Mindelo. Não temos um grupo fixo estamos sempre abertos a propostas. No entanto, há 3 anos que trabalhamos com o grupo Cruzeiros do Norte.

 

 

O Mindel Samba já tem mais de 120 elementos e trabalha com percussionistas a partir dos 12 anos, sublinhe-se, sob orientação do Maiúca que confessa-se feliz com o que faz e não se fique apenas pelas artes carnavalescas é também serralheiro.

 

“Sim. Sou serralheiro desde os 14 anos mas só em 2012 comecei a trabalhar por conta própria. Tenho os meus clientes fixos, graças a Deus. Trabalho com ferro e alumínio faço portas, janelas, mobílias e acessórios de cozinha.”

 

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Cremilde Medina lança esta terça-feira,19, o seu aguardado novo clip, “Berço d'Morabeza”, tema em homenagem á sua ilha Natal, São Vicente.

 

A duas semanas do Carnaval, Cremilde Medina resolveu presentear aos fãs com o videoclipe “Berço d'Morabeza”, um samba composto por João Carlos Silva e Anísio Rodrigues, lê-se numa nota que o Noviactual teve acesso.

 

“Este videoclip estava prometido á muito tempo, então achamos que agora seria uma boa altura para o seu lançamento, e assim poder dar também um bocadinho mais de brilho ao nosso carnaval…” disse Cremilda.

 

O videoclip produzido por Kriolscope faz parte de “Folclore” primeiro álbum de Cremilde Medina editado em finais de 2017.

 

 

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Zézé e Zeca de nha Reinalda, dois astros da música tradicional cabo-verdiana, vão ser homenageados no sábado 9 de fevereiro, numa iniciativa da SOCA - Sociedade Cabo-verdiana de Autores.

 

Os dois irmãos José Bernardo Fernandes e Emanuel Maria Fernandes, ou simplesmente Zézé e Zeca de nha Reinalda formam a dupla que cantaram e encantaram no país e no mundo.

 

Nascidos no Bairro Craveiro Lopes, na cidade da Praia, cedo despertou-lhes o gosto pela música. Os irmãos já interpretaram e compuseram inúmeros temas que fizeram sucesso nas pistas de dança cá dentro e lá fora. 

 

Recordemos alguns dos temas "Entre espada e parede" popularmente conhecido como Feia cabelo bedju,  "Ngabado ta Nterrado", "N' ka por si", " Fome 47", "Praia Maria", "Dotorado", "Si manera", "Dexam canta Cabo Verde", "Ambiente mas sileto" ... são tantos...

 

A homenagem aos irmãos acontece na Assembleia Nacional, na ilha de Santiago e contará com a participação de artistas como Grace Évora, Princezito, Zé Rui de Pina, Gerson Spencer e Rui Cruz.

 

No evento será igualmente feito a distribuição de direitos de autor a cerca de 20 autores membros da SOCA.

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O Bispo da Diocese de Mindelo apresentou este domingo 3, no Mindelo, a obra "Sirvo a Igreja com paixão". O livro de autoria de Dom Ildo Fortes conta com a chancela da PAULUS Editora. A apresentação aconteceu no Centro Cultural do Mindelo.

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Marco de Camillis, o coreógrafo italiano que participou nos programas da RTP Operação Triunfo e Danças pelo Mundo encontra-se em Cabo Verde onde orientou no Mindelo de 28 a 30 de janeiro um workshop/casting de dança.

 

O workshop que terminou na tarde de quarta-feira, 30, no Mindelo teve como finalidade escolher bailarinos para trabalharem no Sal e num projeto além-fronteiras. Participaram no workshop 37 bailarinos, bons bailarinos na opinião do coreógrafo italiano "sinceramente estiveram bem. Trabalhei com muitos e bons bailarinos".

Atualmente Marco de Camillis trabalha na ilha do Sal com hotéis onde apresenta danças modernas.

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