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Noviactual

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 Foto: Vaticannews

 

Na Via Sacra desta Sexta-feira Santa, 30, no Coliseu de Roma, o Papa Francisco falou de três palavras importantes que podem refletir o olhar de cada um perante Cristo: Vergonha, Arrependimento e Esperança.

 

Vergonha, por termos perdido a vergonha disse o Papa “vergonha, porque tantas pessoas, inclusive alguns dos vossos ministros, deixaram-se levar pela ambição e vanglória”.

O Santo Padre falou ainda da vergonha deixada aos jovens vergonha, por deixarmos aos jovens um mundo dilacerado e dividido, devorado pelas guerras, pelo egoísmo, pela marginalização”.

 

Sobre o arrependimento, Francisco afirmou que é com arrependimento que devemos dirigir a Cristo porque só ele pode salvar e curar "do flagelo do ódio, do egoísmo, da soberba, da avidez, da vingança, da cobiça e da idolatria".

O santo padre referiu ainda que o olhar de arrependimento deve-se também ao facto “de sentir a nossa pequenez, o nosso nada, a nossa vaidade e de nos deixarmos ser acariciados por seu doce e poderoso convite à conversão”.

 

O Papa falou também da esperança na mensagem cristã que continua ainda hoje a inspirar tantas pessoas e povos, a vencer o mal e a maldade, a perdoar e abater rancores e vinganças, dissipando hostilidades e temores, a iluminar as trevas: “esperança, porque tantos missionários e missionárias continuam a arriscar suas vidas para servir-vos nos pobres, nos descartados, nos imigrados, nos invisíveis, nos explorados, nos famintos e nos encarcerados”.

 

As meditações da Via-Sacra este ano foram confiadas a um grupo de 15 jovens estudantes de Roma, que representam a juventude do mundo inteiro.

 

Com: vaticannews

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O ator e jornalista José Eduardo Fonseca Soares recebeu o prémio mérito teatral, atribuído, no dia internacional do teatro, pelo Mindelact.

 

No discurso de atribuição do prémio, que aconteceu no Centro Cultural do Mindelo, o presidente da assembleia-geral do Mindelact, José Pedro Bettencourt disse que a escolha de Fonseca foi votada, como habitualmente, em reunião da Assembleia da associação e “aclamada”.

 

Bettencourt disse ainda que “a distinção reconhece um percurso de dedicação e muito trabalho em prol do teatro” mas representa também “uma responsabilidade já que concita o nosso extinguido a continuar a dar o seu contributo para mais e melhor teatro”.

 

O galardoado, Fonseca Soares, (Tchá) como é conhecido, agradeceu a homenagem, salientou que a vontade de continuar é “férrea” e garantiu que vai prosseguir “na medida do possível, na medida das possibilidades, das potencialidades ou das necessidades, digamos assim, do mundo das artes cénicas”.

 

Para o ator premiado, no teatro não há personagens “fortes” e ”importantes” e nem é necessário ser “o protagonista”. Fazer teatro, para este amante das artes cénicas, não é mais do que “fazer com que o teatro acontece”. E, não é preciso ser filmado ou reproduzido porque “o teatro que se faz hoje, não é um teatro que se pode reviver, refazer daqui há 10 anos, esse teatro que estamos a fazer num determinado momento, acontece nesse momento” e, é isso que o ator e jornalista considera ser importante “porque torna tudo muito mais humano com as artes cénicas”.

 

Anualmente e desde 1999 que a Associação Mindelact tem atribui o prémio mérito teatral a uma figura que tem contribuído para a promoção e desenvolvimento do teatro cabo-verdiano.

Leomar é uma artista plástica cabo-verdiana que se inspira na Mulher, no Mar e na Música para criar as suas obras. Gosta de ousar nas cores e não tem receio de utiliza-las na arte de pintar.

 

O Noviactual visitou o atelier Leomar Artes, no Palmarejo, Praia e constatou a vivacidade das suas obras coloridas sempre retratando a mulher, o mar e a música. E, neste dia da mulher cabo verdiana, exibimos a reportagem feita com a artista onde fala de uma exposição em homenagem à mulher que se realiza no próximo dia 30, da publicação futura de um livro e do seu projeto social.

 

Chama-se Leontina Ribeiro, é formada em Engenharia civil. O desenho e a pintura são outros amores da vida da Leomar, para além da sua família.

 

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O seu espaço de criação “Atelier Leomar artes” é segundo a artista o seu mundo e o melhor local para se inspirar “quando estou aqui dá impressão que estou fora do contexto mundial, do contexto da minha cidade, do meu ambiente mas é aqui que eu me sinto melhor e é aqui que tenho maior inspiração para trabalhar e desenvolver as minhas obras e para criar".

 

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As cores quentes são a marca da artista que pretende mostrar a cor da vida através das cores.

"Cor é vida e eu quero passar a mensagem de que através da pintura, das cores, dos materiais, de uma paleta de cores muito intensa, o povo cabo-verdiano é um povo alegre, que a nossa terra é bonita e que é feita de muitas cores. Tem paisagens bonitas, tem gente bonita, principalmente as nossas mulheres e quero passar a mensagem de que a vida é felicidade e que é feita de coisas bonitas, de coisas belas. As minhas cores radiantes, vibrantes, impactantes são para mostrar tudo isso, a cor da vida através das cores".

 

A sua inspiração vem da Mulher, do Mar e da Música que considera as três fontes de riqueza de cabo Verde.

"As minhas fontes de inspiração são os três Ms. Eu costumo dizer que são os três Ms da Leomar: mulher, mar e música. Pretendo mostrar que temos as grandes riquezas, a força da mulher cabo-verdiana, o mar que nos une, une as ilhas e nos une ao mundo e onde temos a fonte marinha que é rico, o fundo do mar de Cabo Verde é muito rico. Outra riqueza é a música que é a nossa identidade, todo mundo canta, temos bons músicos e boas composições. São essas as minhas grandes inspirações e são elas que eu trabalho e que eu comecei e, vou terminar os meus dias homenageando essas três fontes de riqueza cabo-verdiana".

 

A Leomar expõe em Cabo Verde, já mostrou as suas obras no estrangeiro tendo estado recentemente numa mostra em Miami. Como se sentiu nesse ambiente?

"Aqui em Cabo Verde anualmente faço dois ou três exposições e para além de partilhar os meus trabalhos cá dentro, eu também faço com que os meus trabalhos sejam reconhecidos no estrangeiro. As minhas obras fazem parte de acervos de muita gente lá fora.

Já fiz exposição em Portugal, Dakar e a mais recente que eu participei foi numa grande feira de arte que é a Art Basel em Miami, que decorreu em dezembro do ano passado, onde eu tive a oportunidade de relacionar-me com artistas de grandes nomes internacionais, num espaço internacional que é Miami south beach, e venho com um sentimento de ter aprendido muito e de ter visto coisas nunca antes pensadas e que me serve de formação para os meus trabalhos futuros".

 

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Leomar tem feito o retrato pintado de figuras destacadas do país desde a música, política, ou religião.

"Julgo que a nossa sociedade é formada por pessoas com um certo nível e pessoas que merecem ser valorizadas e homenageadas. Na última exposição que eu fiz “Fest Jazz”, o homenageado na altura era o Humbertona e pude homenageá-lo com um retrato pintado. E sendo um ambiente de música, eu quis também homenagear os músicos. Então fiz retratos pintados das figuras musicais de proa, que nós temos aqui. Pude pintar retratos de artistas como Tito Paris, Vasco Martins, Lura, Elida Almeida, Khyra, Maria de Barros, Nancy vieira, Mayra Andrade, Totinho e Albertino. Consideramos que essas pessoas merecem todo o nosso carinho e este é uma forma de mostrar o meu carinho por esses artistas que tão bem tem sabido levar e elevar o nome de Cabo Verde. Para além de figuras artísticas já pintei retratos de nomes políticos e religiosos como o Cardeal Dom Arlindo Furtado, o Padre Campos e Ulisses Correia e Silva. Vou homenageando as pessoas que dão tudo por tudo para que Cabo Verde seja um país melhor".

 

Leomar é uma mulher preocupada com as questões sociais e, por isso, desenvolve um projeto social intitulado “colorir as ilhas”.

Trata-se de um trabalho de caris social sem fins lucrativos, onde a artista faz da pintura uma fonte de mudança, de atitudes e de comportamentos. Procura neste particular, na tinta, no pincel e na tela resgatar a autoestima das crianças, jovens e mulheres no nosso mundo social.

“Sabemos que nós temos ainda grandes barreiras a atingir para que consigamos formar pessoas com equilíbrio emocional e financeiro e conseguir que essas pessoas vejam a arte como uma fonte de sustentabilidade e, também, através da arte conseguir mais harmonia a nível social, mais paz social, menos violência tanto juvenil como domestica. É, por isso, que convido essas pessoas através das Câmaras Municipais ou através das associações não-governamentais e levo a pintura para os mais jovens no sentido de contribuir para a formação dos cabo-verdianos por mais valores".

 

O desenho e a pintura surgem na vida da nossa entrevistada ainda na infância.

"A minha vontade de pintar e desenhar surgiu ainda muito cedo, quando estava na escola primária. Depois no ciclo desenvolvi mais essas aptidões e fui pintando porque havia coisas que me chamavam atenção. Comecei primeiro a desenhar as nossas paisagens, depois as figuras que me estavam mais

próximo para oferecer no natal, na pascoa ou no dia da mãe. No liceu fui desenvolvendo sempre a nível da pintura, tudo que era ambiente, para mim, era motivo para pintar. Já pintei retratos dos meus irmãos, dos meus amigos e chegou numa dada altura que nas turmas onde frequentava, para além de oferecer, vendia os meus desenhos aos meus colegas por 5, 10 $, que na altura era muito dinheiro. E fui crescendo com a vontade de fazer arquitetura e Belas artes, mas não foi possível, então abracei a oportunidade de fazer engenheira civil. E agora paralelamente a engenharia, desenvolvo a pintura de uma forma profissional".

 

Leomar expõe as suas obras de arte em homenagem à mulher cabo-verdiana.

A exposição intitulada “Di undi kim bem” é uma homenagem à mulher cabo-verdiana e que retrata a mulher na sua plenitude. Trata-se de uma parceria com o ministério da cultura e vai decorrer no palácio da cultura Ildo Lobo, na Praia a partir desta sexta-feira, 30.

"A exposição era para ser no dia 27 dia da mulher cabo-verdiana mas como a data cai no meio da semana vou faze-lo agora no dia 30 que é sexta-feira".

A mostra que reúne um leque de quadros pintados com recurso a espátula e a tinta acrílica mostra o percurso da mulher cabo-verdiana. "Eu sendo mulher vejo que a mulher cabo-verdiana é uma mulher muito lutadora, persistente, sacrificada, uma mulher de muita alma e muita paixão. E vou desenvolver as obras deste percurso, desta figura chave da sociedade cabo-verdiana que é a mulher através dessas obras que eu vou apresentar".

Di undi kim bem vai estar patente durante um mês.

 

Mais. Brevemente a Leomar vai presentear o público com o livro "O Percurso de Leomar" que vai trazer a história da vida da artista desde a infância à atualidade no domínio das artes. "O livro vai trazer as minhas obras, a minha família, os ambientes por onde eu passei, a minha relação com as pessoas e vai passar também as mensagens que eu gosto de pintar, Mulher, Mar e Música. Vai ser um livro mais de sala, um livro que vai também decorar. O próprio formato do livro vai ser uma obra de arte".

“O percurso de Leomar” é o veiculo que a artista plástica encontrou para dar a conhecer mais o seu trabalho "às vezes eu faço uma exposição e as pessoas não conhecem todas as minhas obras, e portanto, é uma forma de publicitar as minhas obras e o livro trará imagens do meu percurso, desde o inicio, porque o inicio não é quando eu começo a expor, o inicio é quando eu começo a dar conta de que o desenho e a pintura fazem parte de mim".

 

O Percurso de Leomar tem como editora Rosas de porcelana.

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