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“Preciso de uma cadeira de rodas para deslocar a minha sobrinha Helena, que é doente, acamada e idosa” desabafa a tia Anastácia Dias também idosa e, continua “há dois anos que Helena é de cama, tem feridas por todo o corpo por estar tanto tempo na cama, coitada, e eu pela minha idade não consigo carrega-la nem dentro de casa nem para lhe dar um fresquinho e um banho de sol” disse a tia Anastácia.

 

Helena Dias é uma idosa doente de 67 anos, acamada há dois anos e sofre de atraso mental. Vive aos cuidados da tia Anastácia Dias residente na zona do campinho em São Vicente. Desesperada pelo sofrimento da sobrinha, Anastácia apela a solidariedade de todos.

 

” Peço uma cadeira de rodas para carregar essa inocente que é acamada há dois anos, não consigo carrega-la, e quando tenho que o fazer impriviso uma cadeira de rodas que é na verdade uma cadeira de plastico tipo as de bares. Peço ainda a quem tiver amor para me ajudar com produtos de higiene ou roupas de cama, porque quem tem doente em casa não há roupas de cama nem produtos de higiene que cheguem”.

 

Helena nasceu com problemas de saúde e conta Anastácia que adianta que com a idade as coisas complicaram-se mais “Os médicos não me disseram qual é a doença dela. Helena precisa de cuidados e tratamentos diários.”

 

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O mundo assinala esta quarta-feira,18 de julho, o centenário de Nelson Mandela.

Madiba, o ícone da luta contra o apartheid é lembrado todos os anos através do "Mandela Day". Mandela foi advogado, ativista, político lutou contra o contra o racismo, a desigualdade social e pelos direitos humanos.

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É bem na entrada do Quintal das Artes, do lado direito, que encontramos Thêsilkeartes um projeto que respira arte de reciclar e onde tudo se aproveita desde dentes de tubarão, areia ou terra.

 

Esta semana conversamos com o casal Lizardo, Casar (Tchê) e a mulher Silke. Uma alemã e um cabo-verdiano que estão juntos na vida e nas artes.

 

Silke apaixonou-se por Cabo Verde e desde 2010 vive nas ilhas crioulas. Tchê é artesão começou a dar os primeiros passos no artesanato ainda nos anos 80.

 

O nome do atelier Thêsilkearte surge da junção do nome de Tchê e da mulher Silke e a arte aparece como a cereja em cima do bolo.

 

Com este projeto o Casal Lizardo pretende mostrar que é possível transformar materiais como areia, terra, búzio ou outro em algo maravilhoso e diferente. Reciclando, o custo monetário é menos mas o trabalho é mais moroso e pormenorizado para que o produto final tenha qualidade.

 

As ideias surgem e o casal concretizam-nas com perfeição para que possam surgir peças que acima de tudo primam pela originalidade.

 

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Como é que chegam a estas maravilhas?

 

Tchê - Tento fazer algo diferente. O meu objetivo é tentar criar algo novo, algo que ainda não foi feito, embora seja quase impossível, mas inspiro e faço diferente. Por exemplo a técnica de areia, ainda não cheguei onde quero chegar estou no caminho. A técnica de areia não foi a minha invenção mas tento fazer algo diferente do que já existe.

 

Silke - Se tiver os materiais, os equipamentos todos… quando estou concentrada é como uma terapia e é bom para relaxar. É preciso amor para fazer artesanato.

 

Já vi que o vosso trabalho é tudo na base de reciclagem...

 

Tchê - Trabalhamos com reciclagem, material orgânico, dentes de tubarão, areia, búzio. Trabalhamos com o que a natureza nos oferece, com o que o nosso país tem. E procuramos inspirar outros jovens mostrando-os que é possível transformar algo de natureza em belas artes. As pessoas ficam admiradas com as molduras de espelho feito de areia, com o quadro feito de areia e terra ou com os pulseiras feitas com matéria-prima retirada de bananeira. Pretendemos mostrar Cabo Verde através dos nossos trabalhos.

 

Silke - Em Cabo Verde temos muitas coisas, a natureza é matéria-prima para muita arte que fazemos aqui.

 

[Sobre a falta de direitos autorais] “Eu sinto muito prejudicado. Somos muito eu crio e depois alguém rouba e é um roubo que você não tem onde queixar.” Tchê Lizardo

 

Como e quando o artesanato surge nas vossas vidas?

 

Tchê - Desde muito cedo, ainda rapazinho fazia brinquedos, carros de lata e outras coisas e de repente percebi que poderia ser o meu ganha-pão. E a partir dos anos 80 comecei a trabalhar com dentes de tubarão, depois bijutarias e mais tarde aprendi a esculpir, tudo isso num processo de aprendizagem que contou com ajuda de alguns amigos.

 

Silke - Estou em Cabo Verde desde 2010 e aprendi artesanato com o Tchê em 2012. Desde então já aprendi muitas coisas. Faço as minhas bijutarias colares, brincos e às vezes ajudo Tchê na confeção dos quadros.

 

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Na vossa opinião quais as principais dificuldades do mercado?

 

Tchê - Neste momento temos muita arte que não é nacional. Temos arte chinesa, arte africana e muita imitação. Por exemplo crio algo coloco no mercado por um determinando preço, de repente alguém copia a ideia e vende por um preço mais barato. Eu sinto muito prejudicado. Somos muitos eu crio e depois alguém rouba e é um roubo que você não tem onde queixar. Por exemplo passei quase três anos a criar uma peça coloquei-a no mercado foi copiada e vendida a um preço muito mais baixo do que o preço original.

 

Consegue-se viver só de artesanato?

 

Tchê - Não… Viver de artesanato é bastante difícil. Praticamente há poucas pessoas que arriscam dizer que vivem exclusivamente de artesanato. Eu e a minha mulher somos também guias de turismo, as duas profissões se complementam. Para viver de artesanato é preciso ter uma boa clientela.

 

Silke - tenho uma formação em guia de turismo que é muito bom, pois aqui vem muitos turistas, eles gostam de ver os artesãos a trabalhar e tem muito interesse no artesanato e na maneira como é feito em Cabo Verde.

 

E relativamente as vendas?

 

Tchê - É razoável, o artesanato vende por época. Há época em que se vende muito e outros em que se venda quase nada. Vendemos mais quando temos turistas que são os nossos maiores clientes. Mas também temos clientes emigrantes e pessoas locais.

 

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Fonte: Reuters

 

A França sagrou-se este domingo, 15 de julho, campeã do mundo de futebol pela segunda vez 20 anos depois. A final foi disputada entre Croácia e França. A seleção francesa levou a melhor e derrotou a Croácia por (4 - 0).

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Inserido nas atividades da 6ª edição do Cavala Fresk Feastival de São Vicente que começa no fim de semana 14, deste mês de julho realizou-se na véspera do evento um workshop destinado a profissionais de restaurante para afinar o paladar.

 

O Workshop que na linha da internacionalização do Festival de Cavala Fresk teve como convidados chefes de Marrocos e Macau, abre oportunidade de troca de experiencias e conhecimentos que fazem sabores maravilhosos com a frescura de Cavala Fresk no calor do verão cabo-verdiano.

 

 “Participo neste workshop para ganhar mais experiencia. Os formadores são de países diferentes, por isso trazem sabores diferentes e formas diferentes de cozinhar. É uma ótima forma de obter mais conhecimentos na culinária.”

“Este evento é de grande importância. Já aprendi muita coisa e é para pôr em prática no futuro.”

 

A 6ª edição do Cavala Fresk Feastival acontece amanhã 14 de julho no Mindelo. Para além da gastronomia, outras atividades culturais estão previstas como a atuação musical de Kavita Sha e do guitaristas Bau. Avenida Marginal é o palco do certame e já está reservada ao grande dia, o palco e as barracas de comes e bebes estão sendo montados.

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