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Noviactual

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Chegou o verão e os cuidados com a saúde redobram. A Delegacia de Saúde de São Vicente preocupada com os problemas de saúde típicos da época traça plano de acção com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, o Centro de Juventude, a Câmara Municipal e o Comando Militar. A finalidade é sensibilizar as pessoas a serem mais responsáveis.


Numa conversa com a Delegada de Saúde de São Vicente, Ariana Mota Monteiro, o Noviactual ficou a par das acções para este verão.

 

 
- Ariana Monteiro (A M) fala dos cuidados a terem com a saúde nesta época: “beber bastante líquido para manter a hidratação, desinfectar a água e os alimentos, aplicar o protector solar e não ficar muito tempo exposto ao sol”. 

 

Relactivamente as doenças típicas do verão eis algumas recomendações “ter sempre em atenção medidas de reidratação. No caso do aparecimento de doenças diarreicas e gastroenterites, o uso do oralite é imprescindível bem como a desinfecção da água e dos alimentos. Na presença de diarreia ou vómito, crianças ou adultos devem ser levadas imediatamente ao centro de saúde mais próximo". 


Amamentação é fundamental para os lactentes


A M: - “a mãe deve manter amamentação das crianças lactentes mesmo no caso de doenças como a diarreia. O leite materno é o melhor alimento para os lactentes, contém todos os nutrientes necessários para a nutrição do bebé: água, vitaminas, gordura etc ”.

 

O álcool e outras drogas, situações que favorecem as DST´s, vigilância nas praias, vistoria aos estabelecimentos comerciais são outras preocupações da Delegacia de Saúde de S. Vicente:

 

- Vistoria nos estabelecimentos comerciais “vamos intensificar a vistoria nos restaurantes, bares, lanchonetes etc. onde consomem alimentos. Informar e sensibilizar todos os manipuladores de alimentos para os cuidados a terem com a higiene do local, dos utensílios e principalmente a desinfecção da água, dos alimentos e a conservação dos mesmos”.


- O uso abusivo do álcool é uma das maiores preocupações “apelamos as pessoas que consomem álcool que o façam de forma mais responsável, ou seja, não consumir bebidas alcoólicas em jejum, alternar uma dose de bebida alcoólica com água para se hidratar evitando complicações nomeadamente coma, coma etílico e crises convulsivas que podem levar a morte”.


O uso do álcool aumenta a sinistralidade nas estradas, por isso, é preciso ter muito cuidado na condução.

 

Campanha de limpeza Geral 

 

A Delegacia de saúde de São Vicente promove ainda uma campanha de limpeza com a finalidade de erradicar todos os focos de mosquitos “cada munícipe é responsável pela limpeza da sua residência e arredores. Vamos distribuir tarefas aos parceiros. Os militares ocupam dos locais mais afastados”.


A participação de todos é fundamental, garante a Responsável de saúde do Mindelo, Ariana Monteiro, para quem é importante “colocar o lixo no local próprio para que o período das chuvas não nos traga problemas”.


A campanha de limpeza geral acontece este sábado, 21, na ilha de São Vicente.

Antes da chegada das lojas chinesas em Cabo Verde, a procura pelas sapatarias era maior. “Já teve dias melhores, a concorrência das lojas chinesas dificultou-nos a vida". A posição é defendida por quatro sapateiros, do ramo industrial e artesanal, que o Noviactual conversou: Manuel (Lelela), Toi, Carlos Delgado e Nelito.

Para além de fabricar e arranjar calçados, os sapateiros consertam uma gama de produtos desde estofos para carros e para sofás, carteiras, cintos, mochilas, bolsas, selim para cavalo e até bolas de futebol. Nas sapatarias quase tudo tem conserto.

As pessoas optam mais por comprar sapatos prontos nas lojas chinesas do que os personalizados, mesmo assim, depois vão conserta-los nas sapatarias.

 


- A oficina de Manuel “Calçados Lelela” no Monte Sossego, ainda consegue produzir para exportar: - “produzimos mais sapatos do que consertamos. Produzimos sandálias para Crianças, Senhoras e Homens. Recebemos encomendas de várias ilhas como Santiago, Sal, São Nicolau e Santo Antão”.

- A Oficina de Toi "Sapataria Toi" na rua da Craca na zona do Monte há muito que não recebeu uma encomenda, mas os pequenos arranjos aparecem sempre. Toi, marinheiro reformado, que exerce o ofício de sapateiro como hobby, garante que não conseguiria sobreviver apenas de sapateiro.

- A Oficina de Armando Pongo " Sapateria Delgado" situada no centro da Cidade, pertence agora ao filho Carlos Delgado. Este, garante que apesar das lojas chinesas ainda fabricam calçados: - “antes recebíamos mais encomendas, neste momento estou a fabricar umas botas para crianças com deficiência”.

 

- A Oficina de Nelito “Sapataria Nelito” no Monte Sossego, ainda consegue fabricar calçados: - “ainda confeccionamos sapatos. De vez em quando recebemos encomendas. Produzimos menos e consertamos mais (bolsas, malas, bolas, mochilas...).”

As lojas chinesas são ameaças para as sapatarias


Para Lelela “antes das lojas chinesas a venda era maior. Os produtos dos chineses não têm qualidade mas as pessoas preferem compra-los porque o preço é baixo”. Nelito afirma que “as lojas chinesas dificultaram e muito as nossas vidas”, Já Toi garante que “com a evasão das lojas chinesas praticamente estamos sufocados, agora é raro fazer sapatos”. Carlos Delgado afirma que “mesmo com as lojas chineses ainda conseguimos trabalhar”.

Os arranjos dos sapatos da china


A maior parte dos produtos para conserto são sapatos das lojas chinas que não dão o rendimento esperado confeçam: Lelela “as pessoas trazem sapatos para conserto só que muitas vezes são pequenas coisas que não dão grandes rendimentos”. Nelito afirma que “as pessoas compram nos chineses e tragam logo para conserto”. Toi assegura que “a maior parte dos nossos trabalhos agora é consertar sapatos da china”. Carlos Delgado garante que “muitos trazem sapatos da china para conserto, as vezes o conserto fica mais caro que o preço do sapato e alguns acabam por desistir”.

 

Os Materiais são caros e escassos 

 

Os sapateiros garantiram que a maior dificuldade é a falta de matéria-prima. Lamentam o facto de os preços serem elevados e da falta de jovens interessados em aprender o ofício “são poucas as pessoas que querem aprender, quem mais procura são os imigrantes da Costa africana residentes no Mindelo” disse Carlos da sapataria Armando Pongo. Já Toi garante que “os jovens preferem computador ao invés de aprender a arte de fazer sapatos”.

 

Cabedal, napa, cola, sola de borracho e pele são algumas das matérias-primas que se usam nas oficinas de calçados.

 

Para fazer sapatos é preciso “primeiro tirar as medidas, depois preparar a forma, fazer os moldes, cortar a peça... Isto não é tarefa fácil” disse Toi que acredita” é preciso ter muito jeito”.

 

Nota-se que com a chegada dos Chineses a fabricação por encomenda e arranjos de calçados diminuíram. As pessoas que optam por comprar sapatos nas lojas chinas frequentam muitas vezes as sapatarias para pequenos arranjos. Para alguns profissionais do ofício a sobrevivência do negócio está comprometida.

A SOS tartaruga realiza em parceria com a Associação para defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD) e a Organização da Mulher africana (RA-AMAO) a campanha “Uma Roupa Velha = um saco de pão”. 

 

Numa conversa com o Noviactual, Teodora Neves da RA-AMAO fala da campanha e dos males que os sacos de plástico causam ao ambiente e aos animais marinhos.

 

 

- Teodora Neves (T N) fala da iniciativa: - “a SOS Tartaruga, que interessa pela protecção ambiental mais concretamente pela protecção marinha, associou a ADAD e a RA-AMAO para fazer essa campanha que consiste em recolher roupas ou fazendas usadas e limpas para confeccionar sacos de pano. Um mês depois cada participante receberá um saco de pão original e único”.

 

- Qual é o propósito?


A campanha tem como objectivo sensibilizar a população para a utilização do tradicional saco de pano em vez do saco de plástico.

 

 Investir em sacos de pano é a melhor opção

 

T N: “usar sacos de pano é uma forma de proteger o ambiente e é mais económico. No mercado, os sacos de plástico não têm qualidade são frágeis e demoram vários anos para se degradarem”.

 

 

 

Os sacos de plástico são ameaças às tartarugas marinhas: - "as tartarugas marinhas alimentam-se basicamente de águas-vivas e infelizmente, elas confundem sacos de plásticos com águas-vivas e muitas morrem por asfixia ou indigestão".

 

Iniciativa inserida no projecto “Cabo Verde sem plástico


T N: a campanha enquadra-se no projecto piloto " Cabo Verde sem plástico" lançada na ilha do Sal, no mês de Janeiro pela ADAD. O objectivo é chamar atenção para os prejuízos que os sacos de plástico causam ao ambiente, eliminar o uso das bolsas de plástico e promover o uso de sacos biodegradáveis e reutilizáveis".  

 

A campanha "um roupa usada = um sapo de pão" acontece em Santa Maria, ilha do Sal, hoje e amanhã 11 de Julho.

“Independência ou Morte” é um novo disco do KGB - SQUAD. O álbum lançado na internet é o terceiro trabalho discográfico do grupo de hip-hop crioulo.


Produzido por G. Silva, gravado entre Cabo Verde, Dinamarca, Holanda e Suécia, o álbum contém 15 faixas musicais e é uma fusão de ritmos da música cabo-verdiana e da Rap.


“Independência ou Morte” é fruto do trabalho de três jovens talentos cabo-verdianos: Gilson Silva, Nelson Graça e Vítor Duarte.


Numa conversa com o Noviactual, Nelson Graça fala do recente trabalho e garante que as expectativas são boas.

 

  

- “Independência ou Morte”, o porquê deste título?


É um título muito forte mas é precisamente porque acreditamos que é preciso libertar-se dos hábitos e dos comportamentos, caso contrario, podemos sofrer uma morte de valores morais e dos costumes. O título gira a volta das questões sociais onde apontamos os problemas e possíveis soluções.

 

As gravações foram feitas em quatro países diferentes


Nelson Graça: começamos este trabalho em 2011, quando eu e o Victor Duarte reencontramos em Rotterdam, Holanda. O CD foi gravado entre Cabo Verde, Dinamarca, Holanda e Suécia.

 

- O álbum traz novidades: “neste trabalho trazemos sonoridades muito cabo-verdianas fizemos uma fusão de ritmos da música cabo-verdiana e da Rap. Temos um tema de San Jon que vem mesmo a calhar com a festa de São João.

O álbum é composto por 15 temas. Temos ainda um Bónus Tracks que é uma faixa musical que fala da história de Cabo Verde desde o descobrimento até então".

 

- Expectativas: “temos grandes expectativas a volta deste trabalho. Esperamos que a aceitação seja boa, tanto pela sonoridade como pela forma como trazemos as nossas rimas e pela mensagem. Penso que o álbum tem tudo a ver com o nosso presente. É um álbum que pensamos ser positivo e que traz esperança".


Planos para o futuro


Nelson Graça: "estamos a programar um grande espectáculo para o lançamento em Outubro, e pensamos apresentar o álbum em outros palcos como Holanda, Portugal e quem sabe Dinamarca".

 


Em Março deste ano, o KGB - SQUAD disponibilizou na internet o single "GROG" e esta segunda-feira, 18, foi a vez do álbum para Download grátis no site do grupo.

No dia Mundial dos oceanos que hoje se assinala, a Biosfera I lança petição no Facebook, com o propósito de preservar os ecossistemas marinhos e pressionar o governo para a necessidade urgente de revisão do acordo de pesca com a União Europeia. 

 

Numa conversa com o Noviactual, José (Zé) Melo, presidente da Biosfera I fala da petição e das suas preocupações relativamente à captura desenfreada nos mares de Cabo Verde.  A petição pública é lançada hoje na Internet. 


- Zé Melo fala da petição lançada no Facebook.


A petição é para saber se os cabo-verdianos estão de facto preocupados com os nossos ecossistemas e principalmente com os nossos mares -base da alimentação da população cabo-verdiana. A petição pede o apoio de todos os cabo-verdianos na luta para a revisão urgente do acordo de pesca com a União Europeia. Há muitas lacunas no acordo de pescas que devem ser clarificadas, sobretudo no que refere à pesca do Tubarão.

 

 

 

- Zé Melo mostra-se preocupado com a captura desenfreada dos Tubarões nos mares de Cabo Verde: - “os tubarões têm um papel fundamental para todo o ecossistema marinho, todos nós sabemos e as nossas instituições têm conhecimento disso, mas infelizmente preferem tapar o sol com a peneira permitindo que pessoas não qualificadas nesta matéria dêem entrevistas enganosas, mostrando que as coisas estão bem, quando na verdade não estão. No ano passado foram pescados 12 mil toneladas de tubarões nos mares de Cabo verde e as entidades ligadas directamente a pesca continuam serenas, desvalorinzando a situação."

 

- A Biosfera defende a revisão urgente do acordo de pesca com o parecer de todos os parceiros ligados ao ambiente e a pesca: -” por ser uma situação gravíssima e de extrema importância para todo o país, o ministério das pescas deve ouvir todos os actores ligados de forma directa ou indirecta a Pesca e ao Ambiente em Cabo Verde, antes de tomar qualquer decisão”.

 

A Biosfera I pretende conseguir o maior número possível de cabo-verdianos sensíveis a esta causa a fim de solicitar o apoio do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, junto do Governo para que seja revisto o acordo de pesca com a União Europeia evitando assim a pesca desenfreada de tubarões e de tartarugas nos nossos mares.


O Dia Mundial dos Oceanos foi instituído em 2008 pela Assembleia Geral da ONU com o objectivo de sensibilizar as populações para a necessidade de preservar os oceanos.

 

Clique aqui e assine a petição a favor dos nossos ecossistemas marinhos.

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